Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




“ Olivier é um homem competitivo e não se envergonha disso. Sobe-lhe a mostarda ao nariz quando lhe falam da concorrência (Victor Sobral, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Joachin Koerper): ‘Eu faço o meu nome através do meu restaurante, não ando à procura de revistas para o fazer’. Fala sem papas na língua sobre os críticos:"Há um círculo de ciúme à volta do Olivier. Eles são todos bons, mas eu é que ganho dinheiro". Apimenta um pouco as coisas:"Os outros arriscam pouco. Eu arrisco muito"

 
(…) Sempre atarefado, Olivier faz questão de ir a cada mesa 'fazer pedidos'. Se os 'outros' perdem tempo 'nas revistas' , 'eu perco o meu tempo a gerir, na cozinha, e a ser public relations'. (...) A verdade é que no Olivier Avenida só há Olivier, figura omnipresente: de jeans, pólo azul e relógio de ouro - como na capa do livro -, Olivier está na mesa ao lado a conversar com alguém importante, mas também a tirar fotos para uma revista cor-de-rosa, senta-se e come um cogumelo, passa de relance a gabar a trufa de Alba, serve o vinho, pergunta se está tudo bem. "A pessoa aqui é tratada como um amigo. A marca Olivier é todo um ambiente, um serviço", explica.
 
(…) Diz sem preconceitos, que a sua cozinha é 'comercial'. Apesar disso, não é para todas os bolsos. 'Nunca tive pretensões de ter um restaurante inacessível. Uma pessoa pode vir aqui, comer um hambúrger e beber uma cerveja, e pagar 30 euros.'
 
(…) Apesar do sucesso, não quer uma estrela Michelin.  'Não ambiciono uma, aliás, tem de se fugir das estrelas Michelin.' (...) Os rankings não me interessam. Eu facturo 100 vezes mais do que eles'
 
(…) '[em Lisboa] Falta abertura, visão e optimismo.' Insiste-se sobre a concorrência: vai lá comer? ' vou, mas é muito mau.' Quando se lhe diz que não pode ser totalmente verdade, ‘ visão ’ e ‘ optimismo ’ espalham-se no rosto de Olivier, e reconhece: ' Gosto do Bica e do Pap'Açorda. O Gambrinus é um bocado demodé, mas no Tavares está o Avillez, não é mau, até é interessante '.
Por um lado, diz que só lhe importam as críticas dos estrangeiros, mas, se a Time Out não o menciona [como um dos restaurantes da década], reage com indignação. Em que ficamos? A figura omnipresente, hiperactiva, que interrompe a entrevista para atender o telefone e falar de encomendas, ou para entregar cheques aos empregados, que sorriem de gratidão; que ora está de pólo azul ou de jaleca; ora está na mesa com o ministro ou a fazer charme aos jornalistas, pela primeira vez torna-se frágil. Com os olhos sérios, perde o ar trocista e, após um longo silêncio, responde: ' tenho um ressentimento, sim, por não ser reconhecido. Fico lixado porque em Portugal não me dão valor' "
 
Excertos do trabalho de Raquel Ribeiro sobre o Chefe e empresário, Olivier da Costa , na Pública de ontem.

Leia ainda:

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:03


Patrocínio


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Os autores

Duarte Calvão (perfil)
Miguel Pires (perfil)

Porquê?

Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

Siga-nos no facebook


Mesa Marcada no Twitter


Confira as listas completas



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Pub





Calendário

Dezembro 2009

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Comentários recentes

  • João Faria

    Descobri-a há uns bons anos, lá fora. Desde então,...

  • Ana Paula

    OláEncontrei essa couve no Pingo Doce este fim de ...

  • Artur Hermenegildo

    Fomos ao Local há dias, já com a nova equipa de Ma...

  • Anónimo

    Apesar dos problemas pessoais''cuidar das crianças...

  • Duartecalf

    ??"Por último, Joaquim Figueiredo, porventura o no...


subscrever feeds