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Montanha russa

por Rui Falcão, em 17.03.10

A realidade russa difere da sensibilidade europeia, apresentando, por vezes, contornos algo exóticos para a susceptibilidade clássica da união europeia. Tomem-se, por exemplo, os dados oficiais do volume de vinho engarrafado na Rússia em 2009, cerca de 690 milhões de litros, oficialmente repartidos entre os 225 milhões de litros de vinho local, vinho russo, e os 106 milhões de litros de vinho importado a granel proveniente de outros países. Não é obrigatório ter um talento natural para a matemática para conseguir deduzir que faltam 359 milhões de litros nesta peculiar contabilidade oficial…

Como explicar tal disparidade? Aparentemente, a quase totalidade do vinho importado a granel, vinho com 13º a 14º de graduação alcoólica, é chaptalisado, e posteriormente diluído com água… até atingir uma graduação alcoólica próxima dos 10,5º, maximizando o volume do “vinho”. Apesar das circunstâncias, este será o “vinho” mais aceitável, porque, alegadamente, o volume restante é composto por uma mixórdia demente de água, aguardente, corantes e aromatizantes... que acaba certificada oficialmente pelas autoridades como vinho.

 

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publicado às 11:48

Molejas

por Miguel Pires, em 17.03.10

Será que sou eu que tenho andado distraído, ou estaremos a ver aparecer molejas, ainda que timidamente,   em alguns dos nossos restaurantes de fine dining?

Não sei se foi a aversão que lhes ganhei na infância mas a verdade é que até há bem pouco tempo era algo que me recusava a engolir.

Comida de mãe (tal como a mioleira, que diziam fazer bem ao cérebro :/) e petisco em tascas e restaurantes populares, este foi um produto que praticamente desapareceu do público com o fenómeno das vacas loucas, mesmo que para muitos as melhores sempre tenham sido as de borrego.
A verdade é que em menos de 2 meses as apanhei em locais insuspeitos como no 100 Maneiras, Manifesto e  Fortaleza do Guincho. No primeiro e neste ultimo, em menus especiais; no Manifesto, como parte de um dos menus. Ou seja: parece-me que é um produto que os chefes gostariam de introduzir nas cartas mas que temem que não seja bem recebido. Quanto a mim, qualquer um dos 3 me converteu.

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publicado às 11:42


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