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Mugaritz começa a recuperar das cinzas

por Miguel Pires, em 13.03.10

 

Foto Óscar Oliva/El País 

 

Depois do incêndio que destruiu o restaurante Mugaritz, um dos mais importantes do país vizinho (2 estrelas Michelin e 4º da lista dos 50 melhores do mundo da revista Restaurant) o El Pais dá-nos agora conta da recuperação e da solidariedade entre pares para com Andoni Luís Aduriz, o Chefe e proprietário do restaurante.  

 

P.S. agradecemos ao leitor João Freitas por nos ter enviado o link da notícia

 

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publicado às 11:33

Spa no país do sol nascente

por Rui Falcão, em 12.03.10

Sim é verdade, a coisa puxa para o “ligeiramente” pimba, mas, aparentemente, é mesmo a última loucura a assolar o Japão, termas vínicas inspiradas nos motivos europeus. Claro, que as más-línguas logo aproveitaram para garantir que a iniciativa não passa de uma forma expedita de os importadores se livrarem dos milhões de garrafas de Beaujolais Nouveau que ficaram por vender no Japão…

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publicado às 17:01

Finalmente!

por Rui Falcão, em 11.03.10

Jay Miller, responsável pelo Vinho do Porto na Wine Advocate de Robert Parker, acabou, finalmente, de publicar o seu julgamento sobre os extraordinários Vinho do Porto Vintage de 2007. Segundo Jay Miller, “There is little doubt that 2007 is a high class vintage. Unlike 2003, the year of the heat wave, the 2007s are friendlier which is not to say that they will not evolve. They have plenty of flesh and succulence which will make them approachable early on. The best have impeccable balance and elegance with enough underlying structure to age for 20-40 years. Even the least of these wines has 6-8 years of aging potential and nearly all of them will be drinking well at age 20.

A classificação média resultante dos 59 vinhos provados alcançou os 90,5 pontos (em 100), valores muito elevados e pouco habituais em provas tão alargadas. Segundo a opinião de Jay Miller, o Quinta de Vargellas Vinha Velha foi o Vintage mais interessante da declaração, com 98 pontos, seguido do Graham’s com 97 pontos, Taylor’s com 95 pontos e o trio Dow’s, Fonseca e Quinta do Noval, com 94 pontos.

 

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publicado às 10:22

Douro e Madeira no menu do The Fat Duck

por Miguel Pires, em 05.03.10

 

 

 

aqui vos tínhamos falado do périplo que o casal Kiko e Maria Martins estão a levar a cabo pelo mundo fora. Na sua passagem por Inglaterra o Kiko conseguiu fazer um pequeno estágio no The Fat Duck. Segundo nos contou (e conforme o post deixado no seu blogue), houve um pormenor (na verdade, um ‘pormaior’) neste famoso restaurante que não o deixou indiferente:


“Até agora, para aumentar o orgulho nacional, gostava de dizer que foi com muita alegria que encontrei e provei dois vinhos portugueses, que são sugeridos para acompanhar a degustação no The Fat Duck. Para além de todos os outros que aparecem na carta, os únicos a ter dois vinhos também na degustação são os franceses...

1. Quinta da Leda, Casa Ferreirinha

Acompanha um prato de salmão, toranja, maionese de baunilha e alcachofras. Foi um prato especial para mim pois todos os dias tinha de preparar a toranja. E acreditem, era uma operação de chinês. Uma coisa é separar os gomos, o clássico, outra é conseguir as gotículas que estão dentro dos segmentos. Era preciso mais ou menos 3 horas para arranjar a mise en place para o dia. O resultado final era ter pequenas “esferas” naturais de toranja. A combinação é muito engraçada. O amargo da toranja equilibra muito bem a aparente indigesta maionese de baunilha.
O vinho liga na perfeição com o prato; equilibrado e constante para não tirar sabor ao prato.

2. Madeira Malvasia 10 Anos, Henriques & Henriques

Acompanha um prato inspirado na história da “Alice no País da Maravilhas”. Com todo o espectáculo inerente... Uma terrina de língua de vaca com aquela magnífica gordura italiana e cogumelos em cima de um “ovo” de nabo. Depois, uma sopa em forma de relógio: uma redução de molho de codorniz (um processo de 7 dias) que no final é envolvida em folha de ouro. O empregado mistura com água quente numa chávena e faz o favor de encher o prato. Um prato forte que vai buscar ao doce do nosso vinho o equilíbrio necessário.

Neste link, dá para ver o programa onde o próprio Heston Blumenthal explica este último prato."

 

Continuem a comer o mundo e continuem a enviar postais. E já agora obrigado pela missiva pró-Mesa Marcada no vosso blogue

 

Nota: para os mais desatentos o Fat Duck, de Heston Blumenthal, é um restaurante 3 estrelas Michelin. Para além desse pequeno detalhe há vários anos que é considerado por um painel mundial de convidados da revista The Restaurant, como o 2º melhor restaurante do mundo – na famosa lista encabeçada pelo El Bulli de Ferran Adriá.

 

(a propósito desta lista encontrei no site esta notícia sobre o Peixe em Lisboa. Andas a trabalhar razoavelmente bem, Duarte :)

 

 

 

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publicado às 00:50

Porto tonic

por Miguel Pires, em 03.03.10

Eles vão lá estar: de hoje até domingo, no Porto, na Essência do Vinho 

 

 

Henrique Leis (dia 4), Vincent Farges (dia 5), Hans Neuner (dia 6) e Siegfried Danler-Heinemann (dia 7); Ana Paula Neves (“Epicure Sommelier do Brasil, no dia 6) ; João Pires (master sommelier)

 

 

(consultar programa, aqui

 

 

 

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publicado às 20:23

Passa por mim atrás do Rossio

por Miguel Pires, em 03.03.10

 No Martim Moniz, em Lisboa, existe um restaurante goês cujo anfitrião gosta que os amigos passem a palavra a outros mas não gosta de aparecer em guias (“é uma chatice, depois é só para aqui estrangeiros e fico sem lugar para os clientes habituais”). Existe também uma marisqueira chinesa no 5º andar de um sui generis centro comercial a que só se chega sabendo-se ao que se vai - uma vez que não existe qualquer referência sobre a sua existência.

 

bojés de grão (uma das pouca fotos decentes do jantar no Tentações de Goa)

 

Estamos no bairro mais multicultural de Lisboa, uma espécie de ‘Chinatown meets Little Índia & África lusófona’. Habituado a passar-lhe ao largo vindo das delícias do mar (e do prego) da cervejaria Ramiro, até há pouco tempo, as minhas incursões resumiam-se a frequentar esporadicamente alguns dos supermercados étnicos da zona. Mas desta vez havia um isco que há muito queria morder, o Tentações de Goa, o tal cujo anfitrião, Jesus Lee, não gosta de muita publicidade. E percebe-se porquê. A sala é pequena e a família por afinidade não cabe toda no local. Portanto os presentes – excepto um ou outro pára-quedista, como nós - são clientes assíduos que há muito foram passando a palavra trazendo outros para o clube. No entanto fazendo algum ‘googling’ percebe-se que há clientes habituais que possuem um estatuto que lhes permite, por encomenda e/ou em datas específicas, o acesso a determinadas iguarias mais difíceis de apanhar (como o caril de cabeça de peixe). No entanto, no menu, existem argumentos que bastem para voltar várias vezes sem ter que invejar os ‘mimo’ exclusivos. Se não vejamos: as chamuças - tanto as de carne como as de camarão – são de comer e chorar por mais (picantes na proporção certa). Os bojés de grão, de boa fritura (tal como as chamuças), vêm acompanhados de ‘chetni’, um refrescante molho de iogurte batido com malagueta e folhas de coentros e de menta. Nesta altura é bom que já se tenha escolhido o que se vai beber. A cerveja acompanha bem, mas o vinho branco, como o Alvarinho que escolhemos (Roland, 12.50€) torna a refeição mais leve. Nos pratos principais seguiu-se a sugestão e começámos por um caril de caranguejo que era de facto muito bom, mas em que o sabor do bicho não era tão evidente quanto esperava. Equilibrado e apaladado, o xacuti de cabrito, especialidade goesa onde entra coco e uma miríade de especiarias (açafrão, cominhos, cravinho…). Depois, as sobremesas, foram do melhor que alguma vez comi desta proveniência. A bebinca, ‘pudim’ de finas camadas (cozidas uma a uma), apresentou-se mais escura do que o habitual a evidenciar um torrado que lhe conferia um sabor próprio sem que se sobrepusesse ao característico travo a cardamomo. Igualmente equilibrados e deliciosos, os pequenos losangos de doce de grão de consistência enqueijada, que segundo consta derivam das azevias alentejanas.
O serviço é Jesus Lee e este é a alma da sala que, com Maria dos Anjos, na cozinha, forma a dupla de sucesso desta ‘casa de família’ (nota: a marcação é fundamental, nomeadamente às 6F e Sábados onde, ao jantar, só aceitam marcações para as 20h ou para as 22h).

dim sum

 

sapateira  com  cebolinha e gengibre

 

pato lacado

 

No dia seguinte foi a vez de seguir uma pista encontrada no fórum online, NovaCritica. O título (“há por aí corajosos?”) deixara-me intrigado e as fotos de iguarias, curioso: burriés salteados, ovos de mil anos, línguas de pato, pernas de rã com sabor exótico, ou alforrecas. Nesse post fazia-se referência ao 5º andar do Centro Comercial do Martim Moniz. Acontece que chegando a esse piso mais parecia que estávamos uma zona residencial. De repente alguém com ar de cozinheiro surgiu à frente mas viria a responder negativamente quando lhe perguntámos da existência de um restaurante. Não desistimos e resolvemos investigar. Quando pensávamos que iríamos encontrar um espaço clandestino refundido eis que se nos afigurou um típico e bem iluminado restaurante chinês. Cadeiras e mesas iguais à de todos os outros, colunas de som enormes para sessões de karaoke e empregados sorridentes. A marcar a diferença um aquário repleto de crustáceos. Da carta do Hua Ta Li (assim se chama restaurante) não fomos para o seu lado mais exótico, mas queríamos algo que fugisse ao habitual. Mas também algo de reconfortante (uma espécie de plano B, não fosse a experiencia correr mal). E assim começámos por escolher uma sapateira que veio em pedaços, frita e servida com um molho de cebolinha e gengibre. Apesar da consistência do recheio da carapaça (cozinhado) não ser fantástica, a mistura com o referido molho tornou o conjunto muito saboroso. Antes disso tínhamos recebido um prato de dim sum, que eram para a mesa do lado. Tinham tão bom aspecto que nos atirámos a eles. O sabor condizia com o aspecto. Bom recheio (carne de porco e cebolinho) e cozedura correcta. O plano B foi um pato lacado de que também agradou: carne firme, tenra e de pele estaladiça qb. Acompanhámos com Tsing Tao, cerveja chinesa e dispensámos a sobremesa (quase todas à base de fritos).
Quanto ao serviço foi assim para o desastrado mas sempre de sorriso na cara: houve um pedido trocado; uns talheres que voaram e caíram à nossa frente enquanto nos mudavam os pratos e um interesse maior no talk show chinês televisivo do que em nós. Mas nada que não nos faça querer voltar e recomendar. Este Hua Ta Li, o Tentações de Goa, as mercearias e pequenas lojas de especiarias e outros locais que desconhecemos mas que nos estimulam os sentidos (nomeadamente o palato). É também na sua vertente multicultural que uma cidade cosmopolita se define. E este mundo fica mesmo aqui, em pleno centro de Lisboa.


Tentações de Goa
Rua S. Pedro Mártir, 23 r/c – Lisboa; Tel: 21 8875824 (preço da refeição c/ vinho: 44€, 2 pax)


Hua Ta Li
Largo Martim Moniz, C.C. Martim Moniz, 5º andar, Lisboa Tel:218869293 (preço da refeição c/ cerveja: 35€, 2 pax)
 

Texto publicado originalmente no suplemento Outlook (Diário Económico) em 27 Fevereiro 2010.

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publicado às 01:03

Já várias vezes me perguntei porque é que em Portugal não há grande tradição em termos de cocktails. Tirando um ou outro hotel onde um certo formalismo, a meu ver, antiquado  torna o acto em si algo demodeé, não é fácil de encontrar um bar onde o assunto seja levado a sério. Ou há e eu é que ando mal informado?

Isto vem a propósito deste vídeo do Guardian (clicar na imagem):

 



 

 

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publicado às 14:15

Michelin Allez!

por Miguel Pires, em 02.03.10

 As primeiras notícias sobre o Guia Michelin de França 2010, que sai no próximo dia 4,  já estão  com muitas estrelas novas para quem gosta de neve nos Alpes e a perda de uma para Helene Darroze em Paris.

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publicado às 01:05

Comer o Mundo

por Miguel Pires, em 02.03.10

   

 

Aqui está uma ideia que gostaria de ter tido. Na verdade ideias todos temos muitas. Determinação, engenho e coragem para as concretizar é que já é outra coisa. Até a pouco mais de um ano, o Francisco (Kiko) era cozinheiro e a Maria, jornalista. Após casarem resolveram largar tudo e partir para um ano de voluntariado em Moçambique. Finda a experiência não ficaram com grande vontade de voltar a Portugal, e à rotina vivida antes, pelo que começaram a idealizar uma forma de conhecer algumas partes do mundo com um propósito com que se identificassem. Foi aí que nasceu o projecto Eat the World: percorrer 23 países em 365 dias tendo como ideia base, como nos explicaram, “viver com famílias locais e entrar nas cozinhas dos restaurantes”. O projecto vem explicado no site Eat the World  e o relato pode ser acompanhado semanalmente na revista Única (Expresso), no facebook e no blogue criado para o efeito. Espero que consigam ir contando a experiência com maior regularidade.

 

Que a audácia, a sorte e o apetite vos acompanhe.

 

 Cheers!

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publicado às 00:49

Vai uma double magnum de Vinho do Porto?

por Rui Falcão, em 01.03.10

No universo muito especial dos apreciadores de vinho existem duas evidências absolutamente incontornáveis, o Vinho do Porto Vintage é um vinho de guarda, um vinho que atinge a plenitude perto dos trinta ou quarenta anos de idade, e que aos maiores formatos de garrafa corresponde uma evolução do vinho mais regrada e primorosa. Estas são certezas incondicionais do mercado!

Surpreende por isso que o IVDP (Instituto do Vinho do Douro e Porto), o organismo oficial que regula o Vinho do Porto, tenha implementado uma norma que interdita o engarrafamento e comercialização de Vinho do Porto em formatos superiores a garrafa magnum (1,5 litros), excepto no caso das categorias especiais de Porto datados de 10, 20, 30 e +40 anos, Colheita, LBV e Vintage, que, mediante autorização especial, poderão ser engarrafados no formato double magnum (3 litros)... exclusivamente para efeitos promocionais, sem possibilidade de comercialização!

Aparentemente, a lei despontou para acautelar a venda de Vinho do Porto "a granel" nos antigos garrafões empalhados… mas ainda faz sentido?

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publicado às 10:25

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