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A critica de Maribona, por Lisboa

por Miguel Pires, em 17.04.10

A propósito do Peixe em Lisboa, encontra-se por cá Carlos Maribona, um dos mais influentes criticos gastronómicos do país vizinho. As suas impressões sobre as visitas aos restaurantes Tavares, Castro Elias, Tasca da Esquina e Manifesto (este na caixa dos comentários) podem ser lidos aqui, num post publicado ontem no seu blogue Salsa de Chiles.

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publicado às 13:40

Peixe em Lisboa - Instantâneos, 5º dia

por Miguel Pires, em 17.04.10

 

 

 

Ao 5º dia do Peixe em Lisboa a nata alfacinha reuniu-se para ser apreciada na forma de pastel. Confesso que ao entrar no auditório e ver toda aquela expo-pastel de nata senti algum receio em fazer parte do júri, para o qual tinha sido convidado pela Confraria do dito. E razões não me faltavam: a gripe que me tinha deixado meio atordoado ainda deixava resquícios ao nível paladar e do olfacto;  avaliar significava ter que comer (ou, pelo menos, trincar) 12 pastéis de nata perante uma plateia bem composta; e teria de fazê-lo tendo como colegas 'leigos' na matéria como Virgílio Gomes (presidente do juri), os Chefes José Avillez e Vítor Sobral  e ainda, o escanção Manuel Moreira. No final fiquei mais aliviado quando percebi que as pontuações que dei coincidiram com as dos meus pares. Em relação à qualidade do que provámos, tirei duas constatações: dos 12 pastéis apenas uns 3 eram de qualidade inferior e qualquer um dos 4 primeiros poderia ter ganho. Para a posterioridade ficam os nomes dos eleitos: 1º lugar: Pastelaria Suíça (Rossio); 2º Lugar: Casinha do Pão (Amoreiras); 3º Lugar: Altis (R. Castilho).

 

 

 

 

 

De volta a realidade piscícola e após dois cafés sem açúcar foi a vez de assistir apresentação do baiano Beto Pimentel, cozinheiro, engenheiro, fazendeiro, protector da mata atlântica, militante do movimento slow food e pai de 23 filhos...

 

 

 

 

 

Beto não explicou como consegue tempo para isso tudo mas deixou a sua boa disposição e a sua cozinha baiana de aromas, cor e de tudo e mais alguma coisa que a natureza dê e que para ele faça sentido colocar num prato.

 

 

 

 

(não é a mão que hiperactiva, é ele que nunca para quieto)

 

Na segunda apresentação dos Chefes, José Avillez, tal como em anos anteriores, voltou a encher o o auditório. A forma como avalia a importância deste ‘show cooking’ e o investimento (pessoal e também financeiro) que nele coloca revelam a sua perspicácia, competência e sentido de oportunidade. Ao nível da sua apresentação, apenas estiveram os irmãos Roca - que quando não estão a cozinhar andam a fazer apresentações.

 

 

A apresentação foi dividida em 3 partes. De forma a ganhar a atenção imediata da audiência começou com uma brincadeira: fez ‘levitar’ uma petinga (em resposta a esta nossa brincadeira isto), atando-a a uns balões cheios hélio. Depois fez uma viagem pela história da cozinha: de Carême, aos movimentos e tendências mais recentes, passando por Escoffier e pela nouvelle cuisine. Objectivo: lembrar a relevância histórica do Tavares (o restaurante mais antigo do país) e, sobretudo, deixar bem vincado que por detrás da sua cozinha existe uma base sólida de conhecimento.

Depois, na 3ª parte, a concretização deste conhecimento e a demonstração da sua marca autoral - que reúne uma série de outros factores: cultura, talento, inspiração e mente aberta ao que o rodeia.

 

(com a bateria descarregada foi valioso, para as fotos de cima e esta abaixo, o empréstimo da máquina da Paulina Mata)
.
....
Nos espaços dos restaurantes muita gente continuava à descoberta e, ao jantar, sentiu-se a maior enchente até ao momento.

 

 

Dos pratos mais interessante que tive oportunidade de experimentar constou este (acima) de abalones com risoto e funcho, com o 'selo' da cozinha francesa da Fortaleza do Guincho...

 

 

..e a almôndega de chocos à pé descalço do restaurante Padaria (Sesimbra) que este ano se estreou no Peixe em Lisboa fazendo parte do espaço rotativo, no andar de cima.

 

Hoje, Sábado, apresentam-se Hans Neuner (que este ano ganou uma estrela Michelin no Vila Vita, em Porches, Algarve), às 16h ; e dois 'pesos pesados' nacionais: Leonel Pereira (Panorama, Sheraton - Lisboa), às 18h e Vítor Sobral (Tasca da Esquina, Lisboa) às 19.30h. Um conselho: cheguem cedo e comprem as senhas de degustação antes do jantar. Outro conselho: se beber, vá de Metro.

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publicado às 10:31


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