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Paranóia?

por Rui Falcão, em 19.04.10

Assim logo de chofre, para que não subsistam dúvidas, confesso a minha simpatia e confiança nos princípios da agricultura biodinâmica, não como um chavão utilizado sem conhecimento nem princípio, não como impulso espiritual, mas como filosofia de produção agrícola regrada e sustentada. Porém, não escondo que me situo a milhas do fanatismo e proselitismo de muitos dos seus praticantes mais exaltados, os que mais danos causam à causa, convertidos em pastores baptistas de conversão forçada que espalham a sua intolerância a limites caricatos.

A última tendência filosófica entre os militantes mais extremados assenta na descarga da sua fúria face à obrigatoriedade de códigos de barras nos contra-rótulos das garrafas de vinho, já que, segundo as suas teorias quase delirantes, cada garrafa de vinho sofre traumatismos graves e irreparáveis com a agressão atroz das radiações electromagnéticas dos leitores de códigos de barras nas caixas dos supermercados. Advogam por isso que os códigos de barras possam ser suspensos directamente do gargalo da garrafa, de modo a que as pistolas dos leitores de códigos de barras não necessitem de ser direccionados na direcção da garrafa de vinho…

Será que um dia ainda se irão lembrar de lançar uma petição que impeça a utilização de telemóveis próximo de garrafas de vinho?

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publicado às 11:56

Peixe em Lisboa - Instantâneos, 6º dia

por Miguel Pires, em 19.04.10

 

Alexandre Silva do restaurante Bocca o foi primeiro Chefe em entrar em acção no 6º dia do Peixe em Lisboa. Sofrendo dos mesmos problemas de outros dos seus pares, pouco habituados a apresentações (esquecendo-se que é para o público que devem olhar e falar e não tanto para o moderador), Alexandre apresentou algumas propostas (todas entradas) da carta actual do Bocca.

 

Este foi um dos primeiros exemplos: um pote de vieiras coradas no qual é injectado fumo e em que ao abrir, em frente ao cliente, solta um aroma a fumado e produz um belo efeito
Depois, sobre uma gelatina de marisco, o 'mise en place', feito à pinça com diversas iguarias do mar
Seguiu-se-lhe, o americano Marco Canora, possuidor de vários espaços em Nova Iorque

Baccalla com grão e couve. Houve quem o questionasse da plateia se ele tinha noção que acabara de cozinhar uma ‘meia desfeita’.

 

Este prato de efeito colorido pelo uso de beterraba é habitualmente feito com esturjão, um peixe muito consumido pela comunidade judaica de Nova Iorque. A falta dele, Marco utilizou truta de mar.

...

 

Cá fora, nos restaurantes, uma óptima entrada de sardinha marinada, com quinoa. No Eleven.

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publicado às 10:54


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