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O mundo ao revés

por Rui Falcão, em 05.05.10

 

Durante décadas o mundo inteiro, com poucas ou nenhumas excepções, esforçou-se por copiar o modelo francês, procurando emular os vinhos franceses mais afamados, recorrendo ao empréstimo das castas francesas em todas regiões. Por isso se eternizaram os vinhos aconchegados pelos inevitáveis Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, aqui e ali adubadas por outras castas gálicas menos afamadas como a Sémillon, Cabernet Franc, Petit Verdot e Gamay. Até mesmo as variedades que entrementes se converteram na identidade nacional dos países sul-americanos, o Malbec da Argentina, o Carmenère do Chile e a Tannat do Uruguai, não passam de castas francesas, da zona de Bordéus, caídas entretanto em desuso na região.

E não é que agora, marchando num sentido perfeitamente antagónico, a França se dispõe a adoptar a casta Alvarinho/Albariño, encarada hoje como uma das possíveis salvações do Languedoc? Que tremenda ironia do destino…

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Duarte Calvão (perfil)
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Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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