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Quem diz é quem é

por Miguel Pires, em 06.06.10

Sim é verdade esta já deve ser  a 3ª ou 4ª referência que faço à menina e mais uma ou outra ainda me vão acusar também de a levar ao colo (espero que não seja pesada). Mas o que querem. Num meio por vezes é demasiado sisudo e quezilento sabe muito bem ler as suas histórias de empregada de mesa. E o que me ri com esta ultima:

 

"sempre que atendi o chefe avillez ele trazia consigo um bloco de notas. comia e escrevia, comia e escrevia. podia até estar a escrever a lista de compras que tinha de fazer: cebolas, natas, papel higiénico, foie gras. mas o gesto era intimidatório. nunca acabou os pratos e sempre que os fui levantar mandou recados para a cozinha. o meu chefe, claro, disse-me para o mandar ir àquele sítio. eu não disse nada. sei que a dor de cotovelo pode resultar nestas coisas. ainda assim acredito que ter um chefe com ar de anton ego na sala não deixaria nenhum linguini à vontade. enfim, sou fã do ratatui, o que é que se pode fazer" (ler, na integra, aqui)

 

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publicado às 20:49

See these olive trees?

por Miguel Pires, em 06.06.10

 

The Slow Lane' e 'Portugal Old, New and Undiscovered' são duas reportagens sobre Portugal publicadas, há dias (em datas diferentes), no New York Times.  A primeira, de John Bowe é sobre o Alentejo. Já a segunda, muito mais interessante, recai sobre o Porto e a região do Douro. Sem tiques sobranceiros, nem retratos pitorescos tirados à pressão, Frank Bruni (que foi chefe dos críticos gastronómicos do jornal entre 2004 e 2009) faz um bom retrato da sua passagem pela região. É um retrato de quem vem de fora e vê numa perspectiva diferente. Na verdade Bruni limita-se a ser 'apenas' um bom repórter que procura histórias e ângulos que fogem ao óbvio. E fá-lo com uma escrita irritantemente cativante...

 

“SEE these olive trees?” said Celso Pereira as his pickup truck slalomed down a road flanked by thousands of them, their pale, pointy leaves glistening faintly, their limbs wretched and magnificent with age. “They make the most wonderful olive oil.” “And those orange trees?” he added, pointing to a small grove. They brimmed with bright, ripening fruit. “The oranges are amazing.”

The tiny restaurant ahead? “Phenomenal,” he said. The dark soil in the vineyard to the left? Incomparable. It wasn’t thickly accented English he spoke so much as the language of local pride — exultant and, truth be told, hyperbolic. I had tasted the olive oil: lovely, not life-changing. And the oranges: perfectly fine.

But there was one soaring superlative with which I couldn’t quibble. “This drive,” he said as the truck dropped like a roller coaster into the valley below. “It is the most beautiful, no?”

Yes. Oh yes. And that heady conviction had only a little to do with the wines that Mr. Pereira, a vintner in this enchanted region of northern Portugal, had just had me sample.

 

(ler o texto integral, aqui)

 

Foto: Lonnie Schlein  (The New York Times)

 

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publicado às 03:03


Os autores

Duarte Calvão (perfil)
Miguel Pires (perfil)

Porquê?

Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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