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Craig Sindelar em Lisboa no Artes da Mesa

por Miguel Pires, em 01.07.10

Apresenta-se como sendo o "primeiro grande evento dos profissionais de sala" e traz a Lisboa, Craig Sindelar, Chefe de sala do  restaurante Alinea de Chicago. Organizado pelas Edições do Gosto, de Paulo Amado, Artes da Mesa - assim se chama o evento -  realiza-se no dia 7 de Julho no Hotel Marriott, em Lisboa. Do programa fazem parte ainda intervenções de Chefes de sala de  restaurantes portugueses entre outros oradores conhecidos do meio (ver programa aqui). Esperamos que este intercâmbio venha a  ser proveitoso numa área que  tem melhorado muito em Portugal e que muitas vezes só é relembrada pela negativa.

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publicado às 17:48

Concentração de chefes no Palácio de Belém

por Duarte Calvão, em 01.07.10

Quando me sinto desanimado com a lenta evolução da cozinha em Portugal, gosto de pensar em como estavam as coisas há uns 12 ou 13 anos, quando comecei a escrever sobre estes assuntos. Na chamada “cozinha contemporânea”, os nomes dos chefes não chegariam à dezena, incluindo estrangeiros aqui radicados. Hoje está bem diferente para muito melhor. Mas para o comprovar nada melhor do que, em vez de começar a enunciar mentalmente os nomes dos chefes actuais, vê-los todos juntos no mesmo local. E esse local foi, nem mais nem menos, do que o Palácio de Belém, onde ontem ao fim de uma bela tarde de Verão, o presidente da República promoveu um Encontro com Jovens Cozinheiros Portugueses.
A iniciativa teve a colaboração da Academia Portuguesa de Gastronomia, à qual o actual presidente, José Bento dos Santos, também a coordenar o projecto Prove Portugal, do Turismo de Portugal (cuja apresentação já foi aqui relatada pelo Miguel Pires), parece estar a dar um novo dinamismo de que certamente muito iremos beneficiar. O Encontro começou intervenções de José Bento dos Santos e de Maria de Lourdes Modesto, falando depois os “jovens cozinheiros” António Nobre, Bertílio Gomes, Henrique Sá Pessoa, José Avillez e Pedro Lemos. Por fim, o próprio Cavaco Silva. Tudo muito bem, num tom descontraído, apesar da solenidade do local, numa tomada de consciência colectiva da importância da gastronomia e dos cozinheiros para a sociedade portuguesa.
Depois, no Jardim da Cascata (na foto), serviram-se “Pitéus Portugueses Revisitados”, com Guiomar Correia (Hotel do Colégio, Ponta Delgada) a apresentar chicharros marinados com pétalas de açafroa e trouxa de morcela e ananás, Henrique Mouro (Assinatura, Lisboa) com peixinhos fritos de escabeche com arroz de tomate, João Antunes (Vin Rouge, Cascais) com sardinha com sabores de Santos Populares, João Sá (G-Spot, Sintra) com “no jogo de Portugal caracóis e cerveja”, José Júlio Vintém (Tomba Lobos, Portalegre) com brigadeiros de morcela e maçã com pão de açorda, Marco Gomes (Foz Velha, Porto) com salada de bacalhau com mousse de 2 pimentos e azeite em pó e escabeche de perdiz com crocante de mandioca, mel e amêndoa, Vítor Claro (Hotel Albatroz, Cascais) com ostras com cebolinhas e vinagre de vinho tinto alentejano, ostras com azeite, geleia de coentros, Vítor Matos (Casa da Calçada, Amarante) com sardinhas de Matosinhos e, finalmente, Francisco Gomes, que trouxe da Pastelaria Colonial, em Barcelos, os seus criativos doces.
Na verdade, conversei mais do que comi, mas, a julgar pela velocidade com que os pratos desapareciam das mesas, devia estar tudo óptimo. Só para se ter ideia de quem estava presente, aqui fica uma lista daqueles que reconheci, com as desculpas a alguém de quem me tenha esquecido: Albano Lourenço, Alexandre Silva, André Simões, António Bóia, Celestino Grave, David Jesus, Dieter Koschina, Francisco de Meirelles, Giorgio Damasio, Hélder Chagas, Helmut Ziebell, João Rodrigues, Jerónimo Ferreira, Joachim Koerper, José Cordeiro, José Manuel Rasteiro, Justa Nobre, Leonel Pereira, Luís Américo, Luís Suspiro, Michel da Costa, Miguel Castro e Silva, Nuno Barros, Nuno Diniz, Paulo Pinto, Renato Cunha, Rui Paula, Vincent Farges e Vítor Sobral.
Se a estes nomes adicionarmos os já mencionados nos discursos e nos “pitéus”, podemos ter uma ideia do que representa hoje a nossa “cozinha contemporânea”. E, certamente por algum impedimento, não vi por lá chefes que naturalmente deveriam estar presentes, como Fausto Airoldi, Luís Baena, Aimé Barroyer,  Pedro Nunes, Ricardo Costa, Benoît Sinthon, Ljubomir Stanisic, Augusto Gemelli, Eddy Melo ou Henrique Leis, para já não falar dos muitos chefes que andam a renovar a nossa pastelaria. Ou seja, comparada com a situação de há uma dúzia de anos, temos hoje, pelo menos, cinco vezes mais chefes de cozinha contemporânea, espalhados um pouco por todo o País, Não é para ficar mais animado?

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publicado às 12:36


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