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O que é doce nunca amarga

por Rui Falcão, em 08.07.10

Estando eu inteiramente absorvido na muito difícil tarefa de provar vinhos de forma intensiva para o meu novo guia de vinhos, como já se tornou rotineiro nesta época do ano, tenho tido oportunidade de deambular pelas diversas regiões nacionais (e internacionais). Este ano, para além de muitas outras considerações a lançar num futuro próximo, há uma constatação que me tem deixado perplexo, a peculiaridade de muitos dos brancos minhotos.

Pela primeira vez na região do Vinho Verde, consigo observar, de forma consistente, a presença de açúcar residual em numerosos vinhos, de diversas castas, contrariando a tendência natural da região em oferecer vinhos tensos, frescos e leves, mantidos tesos e viçosos pela acidez… e não pelo açúcar.

Uma tendência marcada pela atipicidade do ano agrícola de 2009, ou uma mudança de estilo deliberada por parte de tantos produtores?

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publicado às 09:26


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