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O Domingo no Peixe em Lisboa 2011 começou, para mim, que só cheguei ao fim da tarde, com a apresentação de Eddie Melo do Hotel Tiara Lisboa. 

 

Ainda deu para apanhar o final e fotografar esta desconstrução de salada niçoise

 

Depois foi a vez de Nuno Mendes , uma das principais figuras convidadas para o evento

 

Nuno Mendes cozinhou 'live' alguns pratos da sua complexa cozinha 

 

 

 

 

Alguns destes pratos fazem parte da carta do Viajante, um dos restaurantes de Londres de que muito se fala. Neste prato, debaixo de cogumelos finamente cortados, corações e línguas de pato, cogumelos morilles e crosnes

 

 

 

lagosta da Escócia. Em cima corn flakes feitos de fermento de levedura

 

 

endívias, longueirão, ruibarbo

 

salsifis, caldo de carne, salsifis, maçã, pele de leite... os pratos de Nuno Mendes não são muito fáceis de descrever. Só vendo (e comendo)

 

entretanto cá fora: cataplana de polvo à Justa Nobre

 

 

robalo e cavala de José Avillez. Ambos são marinados - no segundo acompanha um gaspacho de cereja 

 

"help! está frio!", tentava-me sensibilizar este cantaril deitadinho na banca de Açucena Veloso

 

 

 Primo do cantaril, o rascaço não se queixou durante a apresentação de Vitor Claro, já na segunda feira. Já lá vamos. Antes houve... 

 

 

 ..."A Peixerada". Joachim Koerper, Ljubomir Stanic, Vincent Farges (os 3 da foto), António Moita, Henrique Sá Pessoa, Henrique Mouro, Justa Nobre, José Avillez, Bertílio Gomes e Miguel Castro Silva responderam às perguntas de Paulina Mata (forum Nova Critica), Luís Antunes (forum da Revista de Vinhos) e Paulo Amado (Inter Magazine e Edições do Gosto) sobre os seus restaurantes, modelos de restauração, a cozinha que fazem, o panorama actual, etc. Na verdade, como dizia alguém, tratou-se mais de uma caldeirada morna. Momentos de exaltação só quando o presidente (desta) Junta, Duarte Calvão tentava impedir que as perguntas fossem antecedidas de enquadramento e quando Paulina Mata perdeu a paciência  e 'acusou' os presentes de só falarem de produto (e não de técnicas) e de terem medo de arriscar ao ficarem-se apenas pela cozinha que apelidou de 'pronto a vestir'. 

 

Cá fora, uma veja e uma cabeça de atum à porta do Manifesto, não se manifestavam. Pronto a vestir ou cozinha verdadeiramente de autor acabam na mesma por ir parar ao prato...

...quer seja pelas mãos de uma tasca de São Miguel, ou pela mãos de São Baena, São Morais ou São Vincent (aqui a dar autógrafos a uma admiradora)

 

 

Na York House, Nuno Barros, da Taberna 2780 (Oeiras), era o convidado do dia e o autor do prato abaixo...

 

... atum, estopeta do mesmo, acarajé e gaspacho 

 

tertúlia ao final da noite (hum... acho que esta foto é do dia anterior, mas não faz mal)

 

Búzios (excelentes) da Tasca do Joel e ouriço do mar e ostras do Ribamar

  

 

A primeira apresentação de 2F foi de Vítor Claro, de quem cada vez mais aprecio a sua cozinha (aparentemente simples) muito focada no sabor e com poucos elementos no prato. Acima Ovas ao cubo (omelete com ovas de sardinha e ovas de salmão)

 

rascaço em caldo de caldeirada e gnocchi com recheio de tomate

 

um prato mais complexo com vieiras

 

uma espécie de açorda com barbatana de cação. Como referia Vitor Claro: "no oriente matam os tubarões para lhe retirar a barbatana e deitam-nos depois ao mar. Nós cá comemos o cação (primo do tubarão) e deitamos a barbatana fora". 

 

Gennaro Esposito, o duas estrelas michelin italiano (de Nápoles) veio cozinhar três pratos da sua carta 

 

 

 

 risotto de limão numa puré de verduras (brócolos...). Em cima salmonete cru. O resultado sabe melhor do que aparenta.

 

choco, puré de ervilhas e ricotta

 

belíssima sopa de massa num caldo de peixe bem apaladado (sim, provei. À socapa). O peixe é salteado e acrescentado apenas no fim

 

as armas do chefe napolitano. Ala que a fome aperta e a bateria vai acabar 

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Peixe em Campo de Ourique...

por Miguel Pires, em 12.04.11

... e mariscos, e açordas, e saladas, e arrozes, e massas, e pregos e bifes e... resumindo: Vítor Sobral abre finalmente a Cervejaria da Esquina. São 50 lugares mais 25 na esplanada, e zona de vicio.  Abre as portas ao público hoje, terça-feira, 12 de Abril, na Rua Correia Teles, 56, Campo de Ourique, em Lisboa.

 

Medo! Como é que os atuns anões não haviam de entrar em stress com estes bichos feios. Até eu ficaria (a menos que a perninha de um me caia no prato, claro)

 

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publicado às 01:43


Os autores

Duarte Calvão (perfil)
Miguel Pires (perfil)

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Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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