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Mosel

por Rui Falcão, em 30.05.11

 

Depois de quilómetros de vinhas relativamente desinteressantes na parte final do curso do Mosela, eis que surge as escarpadas e extraordinárias vinhas de Wenninger Röttgen, plantadas em socalcos e patamares, quase na confluência do Mosela com o Reno.

 

 

No centro nevrálgico de Mosel, Bernkastel no seu melhor, na praça do mercado.

 

 

 Burg Eltz, o único castelo de Mosel que nunca conquistado... nem destruído pelos franceses!

 

 

No meio da vinha mítica de Ürziger Würzgarten, o "jardim das especiarias" de Ürzig, fragmentada por centenas de proprietários, alguns com pouco mais que uma linha de cepas.

 

 

A vila de Ürzig ao fundo...

 

 

A imagem de marca de Bernkastel, com o Weinstube mais famoso da vila.

 

 

No pequeno vale de Rüwer, a porta de entrada para o paraíso, para a vinha mais famosa de Rüwer, de Maximin Grünhaus, a Abtsberg, mesmo ao lado de Herrenberg e da minúscula Bruderberg.

 

 

Em tempos foi a vinha mais cara e valiosa do mundo, Bernkasteler Doktor ( o doutor de Bernkastel), assim chamada por alegadamente ter curado um bispo de uma doença prolongada... logo apóeste ter bebido um copo de vinho da zona. Ao fundo a vinha Berkasteler Badstub.

 

 

A belíssima e inclinadíssima vinha Graacher Himmelreich (o reino dos céus de Graach)

 

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publicado às 09:46

Um Fugas a não perder

por Rui Falcão, em 27.05.11

 

É já amanhã, sábado, dia 28, que irá ser publicada mais uma edição especial do suplemento Fugas, do jornal Público, inteiramente dedicada ao vinho, numa parceria entre a Revista de Vinhos e os colaboradores do jornal Público.

Como seria de esperar numa edição especial a ser publicada no final do mês de Maio, o mote principal serão os vinhos de Verão, os vinhos para os dias de calor… onde se incluem algumas sugestões arrojadas para a estação que se aproxima.

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publicado às 08:00

A melhor loja de queijos do mundo?

por Rui Falcão, em 26.05.11

 

Pelo menos foi assim considerada pelo Wall Street Journal, que proclamou Michel Van tricht and Son, em Antuérpia, Bélgica, como a melhor loja de queijos do mundo no ano 2010. Faz parte do estilo de títulos bombásticos que a imprensa anglo-saxónica tanto gosta de adiantar, e que há que aceitar com alguma fleuma.

Mas uma visita recente confirmou-me que, no mínimo, é um fantástica loja de queijos, ou melhor, um affineur de queijos, como os franceses gostam tanto de arengar. É que aqui compram-se os queijos ainda imberbes directamente aos produtores, numa fase ainda muito adolescente, para depois serem envelhecidos nas caves da loja, algumas das quais transparentes para que os clientes possam assistir à lenta transformação. E se alguns dos queijos são vendidos jovens, outros ganham três a quatro anos de cura, com resultados extraordinários.

Difícil foi parar de experimentar mais um e outro queijo… e de parar de comprar mais uma raridade. Apesar do cheiro ameaçador o transporte não assusta, porque todos os queijos são selados em vácuo e colocados em caixas rígidas e herméticas. Um serviço de primeira.

 

PS – Infelizmente neste momento não dispunham de qualquer queijo português, pela dificuldade em manter um relação estável e uma qualidade consistente. Triste!

 

 

 

 

 

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publicado às 00:16

Os alpinistas de Mosel

por Rui Falcão, em 25.05.11

 

Não existe nenhum sítio do mundo onde se possam encontrar vinhas tão absurdas e escarpadas como em Mosel, com declives que chegam a atingir, nos pontos mais extremos, os 80º de inclinação!

As ladeiras são tão inclinadas que nas vinhas de maior pendente os trabalhadores são forçados a vestir um arnês e a vindimar presos por cordas face ao perigo de queda, tal qual um alpinista. O mais interessante é que para subir ao topo de algumas vinhas, tanto para ajudar os trabalhadores a subir como a ajudar a descer os cestos com uvas, foram construídos centenas de pequenos funiculares monocarril que avançam pelas vinhas arriba como se se tratasse de uma viagem galopante por uma montanha russa.

E depois ainda há que se queixe que os vinhos de Mosel são caros…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Green Caterpillar (Supper Club)

por Miguel Pires, em 24.05.11

Lar, doce supper

 

 

Sábado, 21.00h. Graças ao google maps chego a horas à morada indicada no email. Afinal a Rua do Pólo Sul não é um código ou uma piada, existe mesmo. Certifico-me do número da porta e do andar. É um prédio baixo, não mais de três andares, num condomínio aberto, com bom gosto, mesmo no coração do Parque das Nações. Toco e uma voz simpática diz-me para subir. Felizmente a voz não é uma gravação, tem um rosto, bonito por sinal. Chama-se Íris está de vestido preto, casual chic, e uns muito cool Nike verdes nos pés. Na cozinha sou apresentado a alguns participantes no jantar dessa noite. Cumprimento também o cozinheiro que já conheço de outros carnavais. Prepara uns blinis que mais tarde iremos saborear com umas lascas de bacalhau. Sinto-me como em casa de amigos que gostam de receber bem.

 

Quem já esteve em Cuba na era pós-soviética sabe por certo o que é um paladar. Há vinte anos, de viagem pela ilha de Fidel, estive em vários. Uns eram mais caseiros, outros quase verdadeiros restaurantes. Fora dos grandes hotéis era uma das poucas possibilidades de comer lagosta por um preço razoável, mas o mais interessante era o contacto com as pessoas e com a comida local. Este fenómeno teve em anos mais recentes diversas derivações. Em Itália, por exemplo, com a passagem da Lira para o Euro, muitos restaurantes arredondaram os preços de forma considerada abusiva e espontaneamente surgiram restaurantes caseiros um pouco por todo o lado. Mas é nos Estados Unidos e em Inglaterra que o fenómeno está mais enraizado. Uns fazem-no por rebeldia, outros porque querem sentir a adrenalina de ser cozinheiro por um dia. Em comum, o facto de gostarem de receber em casa e poderem ganhar umas notas extra. Não se pense que este fenómeno é só para amadores. Em Inglaterra alguns Chefes conhecidos também aderiram ao formato. O mais famoso de todos, com grande repercussão na imprensa inglesa, foi o Loft Project, do português radicado em Londres, Nuno Mendes. O Loft permitiu-lhe manter-se activo e em contacto directo com os clientes entre o fecho do Bacchus e a abertura do Viajante, o seu actual restaurante. Nuno Mendes aproveitou ainda esse espaço (em que cada cliente contribuía com mais de 100£ para jantar) para rodar alguns membros da equipa do Viajante e também dar a conhecer outros Chefes.

 

Um dos convidados que se apresentou nesse espaço foi Vítor Claro, cozinheiro português de grande vocação, cujo percurso algo errático não lhe tem permitido o reconhecimento que o seu trabalho merece. Após esta experiência em Londres, Vítor regressou fascinado e com a ideia de criar um supper-club. Quis o acaso (ou o destino) que encontrasse em Lisboa Íris Lourenço, antiga colega de curso da Escola de Hotelaria do Estoril. Íris passou por vários países onde trabalhou em hotelaria e aproveitara um período sabático para mudar de ramo e abraçar uma paixão antiga na área decoração de interiores. Vítor falou-lhe do conceito e foi suficientemente convincente. Pouco tempo depois nascia em casa de Íris, um apartamento ‘upper-class’, no Parque das Nações, o Green Caterpiller (lagarta verde). Até agora já fizeram 5 jantares – aproveitando as folgas de Vítor Claro, no Hotel Albatroz, onde é Chefe de cozinha. O último realizou-se no passado sábado.

 

A experiência, como esperava, aproxima-se da de um jantar informal em casa de amigos em que tudo começa na cozinha: bebe-se um copo entre dois dedos de conversa e vai-se picando aqui e ali. Na hora de se passar à mesa a organização e o requinte são mais evidentes mas a informalidade mantém-se. Vítor Claro pratica uma cozinha de raiz portuguesa, actual, e não enjeita influências de outros mundos. Os seus pratos são simples, têm a dose certa de criatividade e são pensados para acompanhar vinhos, outra das suas paixões e parte integrante destes jantares (todos de gama média e média alta). Mesmo numa cozinha comum e sem ajudantes, concebe um menu atractivo, com poucas falhas e servido a bom ritmo, dadas as características. A Íris cabe a definição do espaço, a hospitalidade e o serviço e há sempre uma mão extra a auxiliar. Não há pressas nem grandes agitações. As travessas vão passando de mão em mão e cada um serve-se à vez. Primeiro um conjunto de entradas: um interessante naan de sardinha de conserva picante, espetadinhas de frango satay, salada de carapau fresco e cous cous (excelente) e um aromático caril de abóbora e gengibre. Depois, blinis com crème fraiche e bacalhau seco e uma espécie de gaspacho com queijo cabra. Off-menu, um foie gras de pato (trazido por uma participante), salteado e servido apenas em cima de pão e, como prato de combate, lulas recheadas com batatas, ervas e toucinho, algo bem caseiro para não esquecermos que estamos em casa. A sobremesa foi uma esponja de laranja com cacau, mas antes ainda uma salada de agrião, pêra e queijo, inversão muito prezada pelo Chef (salada perto do final e não no inicio), tal como a melancia com eucalipto no final.. Ainda... mais bolinhos, boa música (num ipod de shuffle muito eclético) e, como nas festas de crianças, um presente no final, para levar: um frasquinho de molho pesto e um cookie de chocolate, ambos com o branding da casa, Green Caterpillar. Definitivamente gosto de lagartas verdes.

 

 

 naan de sardinha de conserva picante 

 

 espetadinhas de frango satay

  

salada de carapau fresco e cous cous 

 

 caril de abóbora e gengibre 

 blinis com crème fraiche e bacalhau seco 


 tomate ralado frio com queijo de cabra, azeite e cebolinho

 

 esponja de laranja e cacau 

 

 os vinhos da noite (alguns foram trazidos pelos participantes)


fotos: Cláudio Cardoso Marques

 

(contribuição: 35€. Os jantares comportam no máximo 10 pessoas)

 

(reservas e mais informações em: greencaterpillarsupperclub.blogspot.com/)

 

texto publicado originalmente nas páginas do Outlook do Diário Económico, em 20 de Maio de 2011

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publicado às 03:06

Aqui está uma boa notícia :

   "Conserveira comercializa o atum «mais sustentável do mundo»


O atum capturado pelo sistema 'salto e vara' nas embarcações da Conserveira Santa Catarina, em S. Jorge (Açores), é «o mais sustentável do mundo», segundo a organização ambientalista Greenpeace, que distinguiu a marca que o comercializa em Inglaterra.

 

«É um prémio importante porque, num mundo onde a concorrência é cada vez maior, arranjamos maneira de ver valorizado e publicitado o nosso produto», afirmou Pedro Pessanha, administrador da conserveira, em declarações à Lusa.

A pesca do atum utilizado nestas conservas é feita por três embarcações, com cerca de seis dezenas de pescadores, através do sistema de 'salto e vara' (pesca à linha), o que garante que «não há depredação das espécies», em particular do 'bonito', que é o mais capturado."

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publicado às 17:30

Limpa palato (viciante)

por Miguel Pires, em 20.05.11

"...nele cabe o que não cabe na despensa"

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publicado às 18:54

Pub Grátis (birdie bistro)

por Miguel Pires, em 19.05.11

 

Que grande banquete deveria dar a sede do BPN assim forrada. Enquanto isso não acontece vou ali comer uma francesinha  

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publicado às 16:10

Restaurante D’Oliva Lisboa

por Miguel Pires, em 19.05.11

Cozinha italo-portuguesa por afinar


 

Consta que no ano passado, em Lisboa, abriram cerca de 40 restaurantes dignos de registo e que, apesar da tão falada crise, alguns conseguiram impor-se com relativa facilidade. Entre eles há um que abriu discretamente, em Novembro, e que em pouco tempo se tornou um sucesso. Trata-se do D’Oliva do Grupo Al Forno, que chega a Lisboa depois de se ter imposto na área do Porto (e em Braga) onde têm actualmente, oito unidades com conceitos semelhantes. Não é o único dos novos restaurantes a encher a casa diariamente, mas é o único de grande dimensão a alcançar essa proeza ao almoço e ao jantar. É certo que o verdadeiro teste verificar-se-á após os primeiros seis meses, quando os holofotes e o factor novidade se dissiparem. Se a politica do buffet a 12€ se mantiver acredito que continuarão a ser bem sucedidos ao almoço, já que se trata de um óptimo ‘good value for money’ e sem grande concorrência à altura. Já quanto ao jantar, onde o preço médio sobe para o dobro, ou para o triplo, e a qualidade nem por isso, a história será certamente outra.

 

Infelizmente (ou felizmente, depende da perspectiva de quem observa) o sucesso de um local como este não se traduz necessariamente pela qualidade da oferta gastronómica que oferece, mas sim por um conjunto de factores em que esta não é necessariamente a mais relevante. O D’Oliva é um desses casos. É um local agradável, elegante, sem grandes formalismos e onde o ver e ser visto é tolerável. O problema é que actualmente, ao jantar, a qualidade da comida e do serviço estão longe de valer os 40€ de preço médio por refeição (com vinho).

 

O italiano Giorgio Damasio, conhecido pelo seu bom trabalho no Hotel da Lapa, é o Chefe de serviço. No entanto a percepção é que não se dá muito conta da sua intervenção no menu, dado que  muitas das propostas são as mesmos que existem em outras casas do grupo - uma mistura entre pratos de cozinha popular italiana (carpaccios, massas, risotos, pizzas), com outros de base portuguesa.

Trata-se de uma comida confortável, com um leque de opções de agrado geral,  para uma escolha fácil e rápida (é a primeira vez, em Lisboa, que se vê um restaurante, a este nível, servir pizzas). O pior é quando a eficácia se traduz num serviço apressado e desordenado. Numa casa com estas características o serviço é um ponto sempre sensível. Mas quanto falamos de um restaurante com um preço mais elevado, a exigência é maior e por isso o investimento neste campo é fundamental. Das duas refeições que fiz recentemente (a um Sábado, ao jantar e, num dia de semana, ao almoço) houve um conjunto de falhas que embora não tenham sido graves, quando somadas, acabaram por ser irritantes. No Sábado, no turno das 20.30h (há outro às 22.30h), poucos minutos depois de confirmada a reserva à entrada (em nome da pessoa que me acompanhava) encaminharam-nos para uma mesa junto a uma área de serviço, na parte de não fumadores, apesar da reserva ter sido para zona de fumadores. Uns minutos após, a mesma pessoa que nos recebeu liga-nos a perguntar se confirmamos a reserva. Insólito, mas até que teve graça. Depois, até ao final da refeição, foi demasiado evidente a luta contra o tempo em que os empregados andavam: constantemente apressados, de um lado para o outro, servindo-nos, com correcção, mas sempre com o ar de quem já estava a pensar na próxima tarefa. Que raios é Sábado à noite, um cliente quer ser servido num bom ritmo, mas ninguém está propriamente atrasado para uma reunião (nós pelo menos não estávamos). É verdade que nunca nos disseram que às 22.30h teríamos que sair para dar a vez ao próximo – como é recorrente em outros lugares que adoptam o mesmo sistema de dois turnos – mas todo aquele stress, irrita.

 

 

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publicado às 01:45

Tickets: as tapas dos Adriá

por Miguel Pires, em 18.05.11

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publicado às 01:34

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