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Podemos não concordar com tudo o que publicam (aliás, seria uma grande chatice que nem os próprios desejariam) mas não há dúvidas que a cidade ganhou muito com os milhares de caracteres que escreveram nestes últimos 4 anos. Parabéns e que contem muitos.
Serei uma pessoa feliz se um dia chegar aos 80 anos com a sua lucidez e o seu humor de fino recorte ( e uma boa parte do seu conhecimento, se não for pedir muito). Maria de Lourdes Modesto responde a um daqueles inquéritos tipo 'silly season', na secção de Life&Style do Público online:
P:Se fosse jantar com Woody Allen, onde o levaria?
R: Levava-o ao restaurante onde fazem um prato que deslumbrou Brederode dos Santos, ao ponto de o citar numa das suas crónicas: “Lombinho de azeitona em sua cama de alface.”
P: Quando está com uma pessoa deficiente exagera no ignorar da deficiência?
R:Não. Mas a primeira coisa que digo a toda a gente com quem tenho de falar é que sou surda. O que obriga a falarem-me de frente e sem gritar.
ler na íntegra, aqui
Uma vinha velha em taça, num dos locais mais secos da Madeira, uma das grandes descobertas desta viagem pela Madeira.
Verdelho dos Prazeres à espera de ser transportado para a adega
Campanário, onde se encontram algumas das vinhas mais bonitas da Madeira num cenário de cortar a respiração.
A única vinha de Bastardo recém plantada na Madeira e, infelizmente, uma das poucas a oferecer quantidades razoáveis de Bastardo.
Malvasia de São Jorge, sobrevivente aos fortes ataques de Míldio deste ano
Tinta Negra no seu elemento natural
A Garrafeira Nacional, sita na baixa lisboeta, não precisa de apresentações. Afinal, quem marca presença contínua no mercado há já 84 anos, dispensa a presença de mais floreados de língua. Melhor que qualquer possível elogio ou descrição escrita, a Garrafeira Nacional só se descobre verdadeiramente depois de uma visita física à loja, percorrendo as infindáveis prateleiras carregadas de vinhos de hoje e de ontem, consagrando aquela que é uma das maiores colecções de vinhos generosos antigos existentes em Portugal.
Não contente com o espaço actual, já curto para tamanha oferta de vinhos, a Garrafeira Nacional decidiu agora dilatar a oferta abrindo uma loja nova, a gn cellar (nome oficial da nova loja), sita igualmente na baixa lisboeta, na Rua da Conceição, mesmo na esquina com a Rua dos Fanqueiros. Lisboa ganhou assim uma garrafeira nova de referência, num espaço amplo que, como seria de esperar, se encontra recheado por dezenas de garrafas tremendamente apetitosas, de Madeiras velhos a muito velhos, de Moscatel Torna-Viagem a Portos indispensáveis. Ontem, dia 26, na inauguração oficial da gn cellar, abriram-se três vinhos absolutamente espantosos para os afortunados convidados que consagraram de forma ímpar o espírito da loja. A saber, e por esta sequência, o Ramos Pinto Vintage 1931, o JMF Moscatel de Setúbal Superior 1955 e o Barbeito Malvasia 1875!
Belíssimo o Ramos Pinto Vintage 193, elegante e delicado, quase tímido no início, discreto mas requintado, gracioso e esbelto, fresco, preciso e equilibrado, com um final de boca untuoso e duradouro. O Moscatel Superior 1955, muito provavelmente o melhor Moscatel de sempre, mostrou-se profundo e impenetrável na cor cobre escura, enigmático e infindável, impressionando pela dimensão, peso, melodia e cadência. Um daqueles vinhos que nos deixa sem palavras. O Malvasia 1875, desviado de propósito da reserva pessoal de Ricardo Freitas, rematou o final de tarde de forma sublime. Escuríssimo, muito mais preto que o expectável nos vinhos da Madeira, não escondeu a concentração fortíssima a que foi sujeito ao longo de mais de um século de vida em tonéis de madeira, senhor de uma acidez fortíssima que conseguiu compensar por inteiro a energia da doçura. Uma explosão dos sentidos que foi acentuada na boca, com o prazer do leite-creme a ser acompanhado pela frescura citrina, a par de uma mineralidade e acidez sibilina que o transportou para um final interminável.
Com um começo assim, a gn cellar parece nascer abençoada!
No próximo Sábado o Master Chef (RTP1) vai ter como júri de uma das provas, 2/3 de Mesa Marcada e 1/3 de Revista de Vinhos (Fernando Melo). O episódio foi gravado em Sesimbra numa tarde escaldante de Julho. Confesso que estou com alguma curiosidade porque não tinhamos a noção completa do que estava ou não a ser gravado (só espero que com todo aquele calor e luz insuportável não tenha atirado nenhum piropo à Silvia Alberto. Ou se o fiz, que não tenha ficado gravado. Ou, pelo menos, que a minha mãe não veja)
fotos: Paulo Barata
Interessantes, como sempre, estas reflexões de José Carlos Capel sobre a compra dos famosos guias Zagat pela Google.

A inveja é uma coisa muito feia e provocá-la ainda mais. Só que às vezes não há como evitá-lo. A propósito da celebração dos 200 anos do nascimento de Dona Antónia a Sogrape reuniu "um grupo restrito de amigos e profissionais da comunicação" para passar essa inveja, perdão, esse privilégio, a todos os que não tiveram a oportunidade de provar (provar o tanas, de beber!) algumas dos vintage mais antigos da casa, como o de 1815. As fotos não passam aromas, nem notas de prova, mas falam por si (ou mais ou menos).
Podem não ter sido os melhores Portos que já bebi na vida. No entanto, poder participar num momento destes e testemunhar a intensidade e a jovialidade de vinhos como estes, com quase 200 anos, é de facto um privilégio a que é impossivel ficar indiferente.
Lembram-se do MacGyver, agente especial que tinha truques para tudo? Desconfio que seja o inventor desta util máquina de café portátil. Pouco mais de habilidade e teria também inventado um mini aparelho portátil para aquecer a àgua. De qualquer forma, 'like!' (pode ser adquirida aqui)
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E como é óbvio não se vende Lisboa com metade do f...
Apesar de chegar tarde gostava de comentar a temát...
Pois, isto tudo concentrado num mês é o diabo para...
Um bom restaurante a carta é curta, quando a carta...
obrigado joao