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gn cellar a nova Garrafeira Nacional

por Rui Falcão, em 27.09.11
 

A Garrafeira Nacional, sita na baixa lisboeta, não precisa de apresentações. Afinal, quem marca presença contínua no mercado há já 84 anos, dispensa a presença de mais floreados de língua. Melhor que qualquer possível elogio ou descrição escrita, a Garrafeira Nacional só se descobre verdadeiramente depois de uma visita física à loja, percorrendo as infindáveis prateleiras carregadas de vinhos de hoje e de ontem, consagrando aquela que é uma das maiores colecções de vinhos generosos antigos existentes em Portugal.

Não contente com o espaço actual, já curto para tamanha oferta de vinhos, a Garrafeira Nacional decidiu agora dilatar a oferta abrindo uma loja nova, a gn cellar (nome oficial da nova loja), sita igualmente na baixa lisboeta, na Rua da Conceição, mesmo na esquina com a Rua dos Fanqueiros. Lisboa ganhou assim uma garrafeira nova de referência, num espaço amplo que, como seria de esperar, se encontra recheado por dezenas de garrafas tremendamente apetitosas, de Madeiras velhos a muito velhos, de Moscatel Torna-Viagem a Portos indispensáveis. Ontem, dia 26, na inauguração oficial da gn cellar, abriram-se três vinhos absolutamente espantosos para os afortunados convidados que consagraram de forma ímpar o espírito da loja. A saber, e por esta sequência, o Ramos Pinto Vintage 1931, o JMF Moscatel de Setúbal Superior 1955 e o Barbeito Malvasia 1875!

Belíssimo o Ramos Pinto Vintage 193, elegante e delicado, quase tímido no início, discreto mas requintado, gracioso e esbelto, fresco, preciso e equilibrado, com um final de boca untuoso e duradouro. O Moscatel Superior 1955, muito provavelmente o melhor Moscatel de sempre, mostrou-se profundo e impenetrável na cor cobre escura, enigmático e infindável, impressionando pela dimensão, peso, melodia e cadência. Um daqueles vinhos que nos deixa sem palavras. O Malvasia 1875, desviado de propósito da reserva pessoal de Ricardo Freitas, rematou o final de tarde de forma sublime. Escuríssimo, muito mais preto que o expectável nos vinhos da Madeira, não escondeu a concentração fortíssima a que foi sujeito ao longo de mais de um século de vida em tonéis de madeira, senhor de uma acidez fortíssima que conseguiu compensar por inteiro a energia da doçura. Uma explosão dos sentidos que foi acentuada na boca, com o prazer do leite-creme a ser acompanhado pela frescura citrina, a par de uma mineralidade e acidez sibilina que o transportou para um final interminável.

Com um começo assim, a gn cellar parece nascer abençoada!

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publicado às 10:14

À mesa no Master Chef

por Miguel Pires, em 23.09.11

 

 

 

No próximo Sábado o Master Chef (RTP1) vai ter como júri de uma das provas, 2/3 de Mesa Marcada e 1/3 de Revista de Vinhos (Fernando Melo). O episódio foi gravado em Sesimbra numa tarde escaldante de Julho. Confesso que estou com alguma curiosidade porque não tinhamos a noção completa do que estava ou não a ser gravado (só espero que com todo aquele calor e luz insuportável não tenha atirado nenhum piropo à Silvia Alberto. Ou se o fiz, que não tenha ficado gravado. Ou, pelo menos, que a minha mãe não veja) 

fotos: Paulo Barata

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publicado às 01:41

O Bolhão é do Porto (II)

por Miguel Pires, em 22.09.11
Fia-te na virgem...
.
Bolhão colorido
verde
vermelho
 
...e azul

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publicado às 01:17



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Os autores

Duarte Calvão (perfil)
Miguel Pires (perfil)

Porquê?

Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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