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Gastronomia ganha espaço no Público

por Miguel Pires, em 13.03.12

 

Uma arreliadora falha na subscrição digital do Público fez com que apenas hoje tenha conseguido dar a devida atenção ao Fugas, que surgiu remodelado no passado Sábado. Recorrendo à boa prata da casa e a colaboradores habituais (e outros menos regulares), o suplemento semanal do Público passa a dar mais espaço à gastronomia, além de que a parte dedicada à comida está agora mais equilibrada em relação aos vinhos.

 

O grande destaque vai para o novo espaço de Miguel Esteves Cardoso (MEC) intitulado, "Na Ponta da Língua". Nesta sua primeira crónica, MEC disserta e dá conselhos para uma escolha adequada de peixe num restaurante. "Um peixe tem de ser cheirado como se estivéssemos dispostos a dar-lhe um beijo na boca", refere ao seu bom estilo (fase adulta, que o Independente já foi há 20 anos).

 

 

De realçar ainda a rúbrica quinzenal de provas de azeites, de Pedro Garcias e as reportagens sobre produtores, de Alexandra Prado Coelho -  agora jornalista full time de gastronomia (e, pelo que percebi, passa a ter também uma crónica sobre estes temas na 2, o novo caderno de domingo deste diário que substitui a Pública). Para variar, logo neste primeiro número, a Alexandra assina um interessante trabalho sobre Adolfo Henriques, o conhecido produtor de chèvre, da Maçussa. 

Neste Fugas pode ler-se ainda a critica gastronómica de Fortunato da Câmara à Adega Victor Horta (Lisboa) e um roteiro de restaurantes de Braga, de José Augusto Moreira (englobado num trabalho mais alargado - que é tema de capa - de Andreia Marques Pereira). Há também receitas de bolos de fatia, de Hugo campos, que transita da agora extinta, Pública.

 

Nos vinhos, as alterações são mais de grafismo. Estão lá as provas, a crónica de Rui Falcão (nesta edição sobre um case study chamado Yellow Tail) e a reportagem, esta semana a cabo de Manuel Carvalho, que escreve sobre o Legado, um novo vinho da Sogrape que homenageia o seu fundador, Fernando Guedes. 

 

Ao contrário do que acontece com outros suportes de imprensa generalista que criaram novos espaços dedicados à gastronomia, mas onde muitas vezes os textos não respiram, o Público continua a privilegiar o conteúdo dando-lhe o espaço necessário para que a escrita flua.

 

É pouco provável que ainda seja possível encontrar este número na banca. No entanto a versão em pdf, paga, pode ser descarregada aqui (uma assinatura semanal do jornal custa 2,30€ e dá acesso às edições anteriores). É caso para assinalar a boa vinda com um... "gosto".

 

P.S. declaração de interesses: o autor deste post é colaborador (irregular) do Fugas

Leia ainda:


Os autores

Duarte Calvão (perfil)
Miguel Pires (perfil)

Porquê?

Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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