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A Taberna mais cool de Lisboa faz 2 anos

por Miguel Pires, em 09.03.14

photo 1.JPG"Têm sido dois anos muito bons", dizia-me este sábado a Bárbara, cansada mas visivelmente feliz, no final da festa petisqueira que ela, o André e compinchas, deram junto de amigos e clientes (que no fundo se confundem) para celebrar os 2 anos de existência da Taberna da Rua das Flores.

photo 2.JPGConheço o André Magalhães desde os tempos iniciais do seu restaurante Clube de Jornalistas, e a Bárbara Cameira desde que pôs meia cidade a comer conservas, no bar Sol e Pesca, ao Cais do Sodré. O André é a pessoa a quem recorro quando tenho alguma dúvida sobre o que for que tenha a ver com gastronomia. Perguntem-lhe qual é a época a da alga rauzisstrauzis no Bora Bora e o André sabe; perguntem como cozinhar a centopeia do mar índico e o André sabe. Mas não é por causa da sua generosidade e sabedoria que frequento e recomendo habitualmente a Taberna da Rua das Flores a meio mundo - do amigo luso sem cheta, ao gastrónomo habituado top of the pops da Michelin. Faço-o porque de facto, em termos de comida e de ambiente, é um dos locais mais interessantes, vibrantes e acessíveis de Lisboa. 
photo 3.JPGA cozinha do André reúne o que de melhor a cozinha petisqueira tem para oferecer. Ou antes: resume o que de melhor a cozinha petisqueira de Lisboa que vem da cabeça do André tem para oferecer. E é por isso que eu gosto do gajo (permitam-me alguma linguagem de taberneiro, por favor). É que ele não tem uma visão portuguesa fechada do que é a cidade. Lisboa é Alvalade, o Restelo, Carnide, Alfama, o Chiado e o Bairro Alto. Mas também é Chelas, o 6 de Maio, a Almirante de Reis, o Intendente e o Martim Moniz. Ou seja, Lisboa não se faz apenas dos que aqui nasceram há várias gerações, ou dos que para cá vieram de outras regiões do país. Lisboa é também a cidade cosmopolita que sempre acolheu e acolhe (umas vezes melhor, outras vezes pior) galegos, africanos (e não só dos palops), chineses, goeses, indianos, paquistaneses, brasileiros, ingleses, etc.
photo 4.JPGE a cozinha do André - e da Bárbara Matos, do Adriano Jordão e da Antonieta Mata, os compinchas da 'tragédia" da Rua das Flores - é uma amostra dessa mescla que é Lisboa, quer seja metida numa miomba (sandes com fatia de carne do cachço bem fininha e muita molhanga), numa meia desfeita, nuns peixinhos da horta, numas iscas, num salame de chocolate, ou numas farófias. Ou ainda, numa broa de Avintes e nas conservas de Matosinhos (a Bárbara é do Porto), num japa-castelhano 'udon chipiron', num 'tiradito' de corvina peruano, num gaspacho alentejano, numa polenta frita italiana, ou até numas pataniscas estilo 'fish'nships', como as que devorámos ontem, como se não houvesse amanhã, ou colesterol.

E é tudo sempre muito bom na Taberna da Rua das Flores? Não e ainda bem. É por isso que eu gosto deles!

 

Parabéns André, Bárbara, Adriano, Antonieta e a todos os outros que por lá passaram, que por lá comeram, que por lá verteram lágrimas de vinho ou de bagaço. Hip hip hurra! Saia uma Sovina fresca para a mesa do taberneiro, sff! 

Contactos: Taberna da Rua das Flores - Rua das Flores 103, Lisboa ; Tel: 21 347 9418 

 

Nota: fotos tiradas do Instagram da taberna (algumas até são minhas, mas a maior parte não).

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publicado às 19:53


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