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Está em soft opening*, embora não pareça, a ver pela casa cheia com que me deparei esta quinta-feira. O espaço é bonito, ainda que um pouco apertado para os preços praticados (devia haver maior distância entre mesas): bar à entrada, cozinha no meio, sala seguida de uma esplanada ao fundo com tecto retráctil, o que permitirá o uso no Inverno com a ajuda dos aquecedores que foram instalados.  

 

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“Campo de Ourique é um bairro do caraças!” referiu-me uma vez Vítor Sobral, com um brilho nos olhos, quando há uns anos abriu o seu primeiro restaurante na zona e teve de imediato a adesão dos residentes. Mas hoje não é da Tasca, nem da Peixaria da Esquina que escrevo. Mas sim de um daqueles restaurantes familiares de bairro, de que esta parte da cidade é pródiga. Podia ter sido o Solar dos Duques, o Verde Gaio, ou o Magano, mas a escolha acabou por incidir no Coelho da Rocha, um clássico de Campo de Ourique, reaberto em 2015, pelas mãos dos irmãos Marco e Bruno Luís (os mesmos do Magano). A razão, ou a preferência (que não é absoluta) explica-se facilmente. As obras de reabilitação tornaram o espaço mais elegante, confortável e acolhedor, face à concorrência (aplauso para a iluminação, um campo sempre tão difícil de acertar nos nossos restaurantes), e a comida bate-se aos pontos, ou supera-a, no caso do que sai da grelha. Mas esmiucemos um pouco mais o assunto.

 

 

 

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publicado às 09:00

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Há uma ideia em Kiko Martins que ecoa ao longo do seu discurso: trazer o mundo e novos sabores a Portugal. É conhecida a importância das suas viagens pelo globo - nomeadamente da que fez, em 2011- e que viria a dar lugar ao livro Comer o Mundo - como fonte de inspiração para os seus 4 restaurantes abertos ao longo dos últimos cinco anos. Afinal, a sua “pré-história” também é feita de viagens e mudanças, a começar no lugar de nascimento, o Rio de Janeiro, onde viveu até aos 11 anos, ou a passagem por Paris, já em adulto, onde estudou cozinha (no Cordon Bleu) e trabalhou (no Ledoyan), após concluir que a licenciatura obtida em Gestão e Marketing, em Lisboa, não era a sua praia. Kiko Martins ainda passou por Inglaterra (Fat Duck), Moçambique, onde fez um importante ano sabático, como voluntário, para acabar na capital portuguesa, onde já tinha trabalhado como cozinheiro (no Eleven e num projecto próprio, o Mastige).

 

 

Patrocínio:

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Fotos retiradas do facebook de Kiko Martins 

 

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