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Há pouco mais de seis meses, Leopoldo Garcia Calhau (na foto) despediu-se do sumptuoso ambiente do Teatro Nacional D. Maria, no Rossio, onde durante dois anos e meio esteve instalado o seu Café Garrett, onde granjeou muitos adeptos. Agora, revela ao Mesa Marcada que lá para Abril dará continuidade à sua carreira de cozinheiro numa taberna, na Mouraria, no Largo das Olarias, bem perto da conhecida Cozinha Popular. Mas não é uma taberna qualquer, é a Taberna do Calhau, neste momento a iniciar as obras, onde pretende servir pratos “simples e descomplicados, o género de petiscos que uma pessoa encontra quando vai à terra”, segundo diz. E onde o vinho, ou não fosse uma taberna, terá um papel preponderante.
Leopoldo Garcia Calhau nasceu há 42 anos em Lisboa, mas os pais são de Cuba, no Alentejo, e é com esta região que mais se identifica, inclusive em termos gastronómicos. Começou por ser arquitecto, mas há uns oito anos decidiu mudar de vida e enveredou pela cozinha. Algo que concretizou em 2014 com abertura do Sociedade, na Parede, e depois em Lisboa, no Café Garrett. Uma mudança que correu bem, já que o seu nome distingue-se hoje no mundo da cozinha. “O reconhecimento que tive por parte dos clientes foi importante para me meter neste novo projecto”, confirma. “Creio que eles não vão ficar desiludidos com o meu novo restaurante”.
A Taberna do Calhau vai ter 26 lugares sentados e mais seis ao balcão, com cozinha aberta. Os pratos vão ter, naturalmente, forte influência alentejana, “mas não só”, garante Leopoldo Garcia Calhau que, além de chefiar a cozinha, é também “patrão” do espaço e responsável pela escolha vinhos. “Já antes fazia uma aposta em vinhos diferentes, de pequenos produtores, e vou continuar. As pessoas não podem beber sempre as mesmas coisas. Aliás, acho que não foi só a cozinha que me fez querer mudar de vida, foi também o vinho”, salienta. Uma característica que julga que vai ter uma boa aceitação por parte dos clientes, que quer que sejam sobretudo nacionais. “A Mouraria é muito turística, tem muitos alojamentos locais, e é claro que todos os clientes são bem-vindos. Mas eu prefiro a fidelização, prefiro clientes que voltam, e por isso gostaria de ter muitos mais portugueses”, conclui.
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