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A evolução tranquila da cozinha de Ricardo Costa

por Duarte Calvão, em 13.03.19

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Nos últimos anos, tenho feito um programa de que gosto muito.  Apanho o comboio às 09.00 h em Santa Apolónia, vou a ler e a dormitar pelo caminho, saio na estação das Devesas, em Vila Nova de Gaia, e dirijo-me The Yeatman, onde chego cinco minutos depois, ainda a tempo de apreciar calmamente (e, se der, fumar uma cachimbada...) a fabulosa vista para o Porto que se tem do terraço. Só então vou para o almoço em que o chefe Ricardo Costa apresenta à Comunicação Social a nova carta do principal restaurante do hotel.  Ora tudo isto é muito bonito e agradável, mas pouco interessaria se o que se passasse à mesa não estivesse à altura da excelência da vista. Mas a verdade é que a cozinha de Ricardo Costa nunca me decepciona. Há anos que gosto mais do que outros, mas fico sempre feliz. Desta vez, ainda mais, porque acho que o novo menu, onde predominam sabores sazonais e locais, está particularmente bom, afastando-se se certos exotismos orientais de outras temporadas que me agradaram menos. Gostei principalmente de notar a evolução tranquila de um dos nossos melhores chefes, que troca o fogo de artifício mediático por um trabalho meticuloso e persistente, onde os ingredientes de cada prato são pensados e tratados com enorme cuidado e sentido.

 

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publicado às 13:53


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