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Já não me recordo quem dos fundadores do “The World 50 Best Restaurants” disse um dia que a criação desta lista tinha sido uma grande ideia de uma pequena revista. De facto, “a lista” individualizou-se, tornou-se num grande negócio e já pouco tem a ver com a revista de trade inglesa Restaurant que lhe deu origem. Aliás, tornou-se de tal forma relevante, que em menos de uma década começou a rivalizar com um guia com mais de 100 anos de existência,  ao ponto do seu Nº1 ou mesmo Top 10 poder sofrer um impacto a vários níveis (mediático, de reservas, de facturação) muito superior ao da obtenção de 3 estrelas Michelin.

 

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publicado às 09:00

50Best2019 Mirazur.png

“Que loucura de ano. 3 estrelas Michelin e agora o melhor restaurante do mundo”, foram estas as primeiras palavras Mauro Colagreco, há instantes, em Singapura, ao receber o título de "Nº1" da Lista do The World 50 Best Restaurants, para o seu restaurante Mirazur, em Menton, no Sul de França. Em 2º lugar ficou o Noma 2.0, o outro grande candidato à vitória, numa lista que volta a contar com um restaurante português nos 50 primeiros, o Belcanto, de José Avillez, que ficou em 42º, uma forte subida em relação à 75ª posição que ocupava em 2018. 
 
Voltarei mais tarde para uma análise aos resultados. Para já deixo aqui a lista: 
 
1 Mirazur, Menton, França 
2 Noma 2.0, Copenha, Dinamarca
3 Asador Etxebarri, Espanha 
4 Gaggan, Banguecoque, Tailândia 
5 Geranium, Copenhaga, Dinamarca 
6 Central, Lima, Peru
7 Mugaritz, Espanha 
8 Arpége, Paris, França
9 Disfrutar
10 Maido, Lima, Peru
 
11 Den Tóquio, Japão 
12 Pujol, Cidade do Mexico, México 
13 White Rabbit, Moscovo Russia 
14 Azurmendi , Larrabetzu, Espanha (43 maior subida)
15 Septime, Paris, França
16 Alain Ducasse au Plaza Athénée, Paris, França 
17 Steirereck, Áustria 
18 Odete, Singapura 
19 Twins Garden, Moscovo, Russia
20 Tickets, Barcelona, Espanha 
 
21 Frantzén, Estocolmo, Suécia
22 Narisawa, Tóquio, Japão
23 Cosme, Nova Iorque, EUA
24 Quintonil, Cidade do México 
25 Alleno au Pavillon Ledoyan, Paris França 
26 Borago, Santiago do Chile
27 The Clove Club, Londres, Inglaterra
28 Blue Hill at Stone Barns, Pocantino Hills, EUA
29 Piazza Duomo, Alba, Itália
30 Elkano, Getaria, Espanha 
 
31 Le Calndre, Rubano, Italy 
32 Nerua, Bilbau, Espanha
33 Lyle’s, Londres, Inglaterra 
34 Don Julio, Buenos Aires, Argentina 
35 Atelier Crenn, San Francisco, EUA
36 Le Bernardin, Nova Iorque, EUA
37 Alinea, Chicago, EUA
38 Hisa Franko, Kobarid, Eslovénia
39 Casa do Porco, São Paulo
40 Tim Raue, Berlim, Alemanha 
41 The Chairman, Hong Kong, China
42 Belcanto, Lisboa, Portugal
43 Hof Van Cleve, Kruishoutem, Bélgica 
44 Test Kitchen, Cidade do Cabo, África do Sul 
45 Shüring, Banguecoque, Tailândia 
46 De Librije, Zwolle, Holanda
47 Benu, São Francisco, EUA
48 Ultraviolet, Shanghai, China
49 Leo, Bogotá, Colombia 
50 Schloss Schauenstein, Furstenau, Suiça
 
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publicado às 16:08

50Best2018.jpg

Como tem sido hábito, nos últimos anos, a uma semana de ser anunciada a lista dos do World 50 Best Restaurants, a 2ª parte mesma, que este ano vai do 51 ao nº 120 (uma novidade, uma vez que eram apenas 100) foi divulgada ontem e revela algumas surpresas, bem como deixa algumas pistas.

Começando pelo lado português. Tendo o Belcanto sido nº75, no ano passado, das duas uma: ou o restaurante de José Avillez saiu completamente da lista, ou sobe aos 50 primeiros. Não é propriamente segredo que Avillez foi convidado a estar presente em Singapura, onde decorrerá a cerimónia de divulgação dos prémios. É verdade que o convite surgiu igualmente em cerimónias anteriores, pelo menos desde que faz parte dos 100 primeiros. Ora, se tivesse sido completamente erradicado, o convite não faria sentido. Outra pista, prende-se com as saídas de muitos nomes da lista, o que abriu lugar a muitas novas entradas. Começando logo pelo topo, como é sabido, a partir desta edição, os vencedores anteriores saem da lista e passam para uma espécie de cátedra. Portanto, restaurantes como a Osteria Francescana, Celler de Can Roca, Eleven Madison Park, ou Fat Duck estarão fora do jogo. Curiosamente, já o Noma, ao fechar e reinventar-se como Noma 2.0, está qualificado para a prova. O lado negativo para Portugal é que mesmo com a lista a estender-se a 120 nomes, nenhum outro restaurante luso conseguiu alcançá-la.

Entre os que saem 50 primeiros, há grandes surpresas. As mais visíveis são as quedas do D.O.M., que ainda há poucos anos disputava os lugares cimeiros e que agora aparece na 54ª posição, depois de no ano passado ter sido nº 30.  

Também o Arzak, que tem sido uma presença constante entre as primeiras 20, 30 posições cai de nº 31 para nº 53, tal como o Ledburry, em Londres que esteve vários anos no top 10 e que agora surge no nº 64. O Astrid y Gaston (Lima), também dá um trambolhão e passa de 39º para 67º, tal como Quique Dacosta, para mim um dos melhores do mundo - e que nunca foi muito bem tratado neste ranking – que cai de nº 68 para nº 81.

Do lado das subidas, destaque para as entradas Uliassi (Senigallia, Itália) para n°61, Core by Claire Smith (Londres) para nº66, Aponiente (Puerto de Santa Maria) para nº94, e o Oteque (Rio de Janeiro) para nº100. De assinalar ainda a subida do Lasai de nº100 para nº74.

Em relação às apostas para o nº1, fala-se muito do Mirazur, actual nº 3 e recentemente galardoado com 3 estrelas Michelin. De facto, com a saída do jogo dos dois primeiros do ano passado - Osteria Francescana e Celler de Can Roca – o caminho parece ter ficado livre para que o restaurante de Mauro Colagreco, em Menton (França), chegue ao lugar cimeiro. Só que para baralhar o jogo há um joker muito influente que entra este ano de novo no jogo, o Noma 2.0. Portanto, prognósticos, só no fim do jogo, como dizia o outro.

Confira a lista abaixo (em inglês):

 

 
 
 

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publicado às 22:42

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