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Peixe em Lisboa 2011 - Instantâneos: 8º dia

por Miguel Pires, em 16.04.11

 Na 4F tive um almoço e por isso cheguei tarde ao Peixe em Lisboa. Mas ao chegar tive uma inesperada surpresa. Não é que o famoso Chef espanhol, Dani Garcia se apresentava no auditório principal?!

 

hum... afinal não era. Um irmão mais novo? não, o baby Garcia dá pelo nome de Bernardo Agrela, tem 21 anos e, apesar de novo, já virou muitos frangos (leia-se, estágios) com alguns dos melhores (Henrique Mouro, Aimé Barroyer, Nuno Mendes, Martin Berasategui). Bernardo - o único cuja a apresentação consegui ver um pouco - fez parte da jovem troika de jovens talentos da gastronomia que se apresentou no auditório do Peixe em Lisboa. A selecção foi de Paulo Amado (da Inter magazine/Edições do Gosto) e incluiu ainda Fábio Luz, Márcio Baltazar e Tiago Lopes 

  

Não há dúvidas: tem pinta de cozinheiro. Esperamos que saiba tirar partido da experiências que tem tido, que as consiga assimilar e que vá progredindo com consistência sem dar passos maiores do que as pernas.  

 

 Às 18.30h passou pelo auditório Francisco Meirelles do restaurante Sessenta Setenta do Porto

 

lagostim com puré de castanha foi o primeiro prato que confeccionou 

 

depois: bacalhau confitado com 'todos' cozidos a vapor. Tudo apresentado nesta forma peculiar

 

Ananás com ostra, uma sobremesa, digamos, curiosa. Como dizia em tempos uma taróloga, na televisão: "Não negue à partida uma ciência que desconhece"  

 

André Saburó, veio do restaurante japonês do Recife, Quina do Futuro. Pondo de parte o facto de ter sido um dos responsáveis pela introdução do queijo Philadelphia no sushi brasileiro (que se tem espalhado cá como uma praga), André fez uma apresentação muito interessante com apoio audiovisual. 

  

Neste filme  apresentou a sua ligação ao Quina do Futuro no seu todo: a sua carreia, história do lugar, cozinha e os projectos em que está envolvido, como o deste 'presunto' de peixe (agulhão de vela)

 

Outro exemplo foi o 'foie' de beijupirá um peixe com um fígado gordo que se assemelha, em termos de textura, ao foie de pato ou de ganso. O seu envolvimento em projectos de responsabilidade social a partir de pequenos gestos é um exemplo que deveria ser seguido. Achei muito interessante os dois exemplos que apresentou. As escamas do peixe e os pauzinhos (do sushi e afins) depois de tratados são aproveitados para trabalhos de artesanato feitos por uma comunidade local de idosas.

 

Duas receitas foram apresentadas no filme. No entanto, André Saburó, também cozinhou. Apenas um prato...

 

 ... que segundo os afortunados que foram seleccionados por dedo no ar, o shot de ostras foi aprovado com nota alta

 

Cá fora, ao jantar comia-se uma 'chamussas' de sardinha do Eleven

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publicado às 12:54


17 comentários

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De Silvia a 22.04.2011 às 17:07

Primeiro, antes que entre por esse caminho, não sou cozinheira nem chef, tampouco trabalho em restaurantes ou hotéis, estou ligada à hotelaria, mas não da forma que pensa.

O que a mim me custa são as injustiças. Não ataco o Agrela, ataco o que foi feito para o favorecer!! Não o denegri nem aqui estou para o fazer! Não me viram fazer isso. Se digo que falta humildade é porque ouvi da boca dele coisas que a mim me pareceram um pouco exageradas. Um cozinheiro da idade dele dizer que vai (verbo IR e não verbo QUERER) trazer ar fresco à cozinha Portuguesa é um pouco petulante, mas isso é apenas a minha opinião.

Estão aqui a entrar em defesas e afins quando o que eu simplesmente quis fazer foi destacar uma injustiça. O que o chef Alexandre Silva transcreveu poderia muito bem ter sido a mesma crítica para os 3 outros jovens talentos presentes naquele dia, mas não para o Agrela. Porquê? Porque estava acompanhado por 4 ajudantes numa demonstração que demorou mais de 45 minutos quando o tempo limite era 30. Porque foi posto à vontade com o tempo quando aos outros foi sempre lembrado o tempo que tinham já para não falar no Márcio, o último jovem talento, que teve 10 minutos para fazer a sua apresentação.

Muito directamente: acha isto justo? Que a um se favoreça e aos outros não? É a isto que eu me refiro e que parece passar-vos a todos ao lado!! O favorecimento do Agrela pelos amigos foi o que mais me incomodou! Não se o Agrela é ou não sobredotado em termos de apresentação e cozinha.
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De Alexandre SIlva a 23.04.2011 às 09:58

Bom dia,

Como disse, tanto defendo o Bernardo como o Márcio ou o Tiago.

Se o Márcio só teve 10 minutos, é lamentável que as coisas assim aconteçam.

Espero que não tenha ficado "melindrada"(mais uma vez não sei se será a palavra certa) comigo de alguma maneira, até porque a última coisa que quero é arranjar inimigos, prefiro amizades.

Pelos vistos somos duas pessoas que dizemos o que temos a dizer, por isso deve compreender perfeitamente.

Boa Páscoa

Alexandre

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