Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Peixe em Lisboa 2011 - Instantâneos: 9º dia

por Miguel Pires, em 18.04.11

 Sexta feira houve debate e conversa sobre conservas de peixe. Como era moderador do painel não o pude fotografar. A meu lado estiveram José Gameiro, do museu de Portimão (instalado na antiga fábrica de conservas Feu), Regina Cabral Ferreira, da Conserveira de Lisboa e Nuno Pauseiro das famosas conservas Comur, da Murtosa. A ideia era trazer para a ordem do dia as conservas do mar como um produto de valor acrescentado e de grande valor gastronómico. Falou-se do passado, do presente e do futuro. Houve direito a um delicioso filme dos anos 40 sobre as conservas e a industria conserveira; enalteceu-se a qualidade das ovas de sardinha (o 'caviar português') e provou-se abalone dos Açores, entre muitas outras coisas. 

 

Enquanto isso Luís Baena ia preparando pratos com as conservas que tem vindo a desenvolver para a José Gourmet

 

Trio de ataque: Abalones em molho de soja e lemongrass (esq); ovas de sardinha (atrás) e o que restou de uma lampreia à bordalesa também de conserva 

 

 

 No Sol e Pesca, na zona de restauração, dois dos vários pratos que este bar/loja/petisqueira do Cais do Sodré apresentou ao longo da semana.

 

Na primeira apresentação do dia Henrique Mouro, do Assinatura, fazia esta cara enquanto tratava da vida a um cavaco (o defunto Sócrates ia gostar da ideia)

 

muito interessante o prato que Mouro preparou: uma composição com 'courato' de moreia, ouriço do mar e cavaco

 

não disse, mas podia ter dito: "estes gajos não podiam ter aberto a janela mais cedo?" 

 

a segunda apresentação foi a de José Avillez, o homem que não para quieto um minuto

 

 

 

(e eu para o ano vou ter que ler o capitulo do livro de instruções: "como fotografar mãos em movimento") 

 

José Avillez tem sido um dos Chefs que mais tem investido (€, tempo, e massa cinzenta) nas suas apresentações. Este ano não fugiu à regra. Alternando entre o registo sério e o ligeiro recorreu a vários suportes para fazer passar (e perdurar) a sua mensagem - que tinha como tema as três dimensões daquilo que definiu como o sei modelo de evolução culinária.  

 

Avillez em registo 'clownesco' para reforçar as suas ideias...

 

 

 Os óculos 3D representavam a súmula das 3 dimensões necessárias para a dita evolução  (hum... a mim parece-me mais uma cena dos Blue Brothers)

 

No final, imitando um célebre episódio de Oprah Winfrey, ofereceu um par de óculos e um bloco de notas que estavam colados debaixo de cada uma das cadeiras. Como se pode ver pela imagem, a assistência não se fez rogada e aderiu.

 

Não houve só vídeo e stand up comedy. Também houve prato cozinhado. Depois de Henrique Mouro ter tratado da vida ao cavaco, Avillez cozinhou o cherne (não o Barroso de Bruxelas mas sim um do Atlântico).

Leia ainda:

publicado às 00:57


1 comentário

Sem imagem de perfil

De isabel zuzarte a 18.04.2011 às 14:02

e eu perdi isto tudo... excelente post Miguel. Obrigada

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Os autores

Duarte Calvão (perfil)
Miguel Pires (perfil)

Porquê?

Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

Pesquisar

  Pesquisar no Blog