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Há quatro anos que o crítico espanhol Carlos Maribona, do jornal ABC e do influente blog Salsa de Chiles, acompanha a evolução de alguns dos mais conhecidos restaurantes de Lisboa. Mais uma vez esteve por cá por ocasião do Peixe em Lisboa e fez várias visitas a restaurantes, que descreve neste post. À medida que em Portugal a crítica gastronómica séria vai diminuindo, análises como as de Maribona ganham cada vez maior relevância.

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publicado às 14:55


4 comentários

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De António Moura a 25.04.2011 às 22:48

Será que temos mesmo que ficar dependentes de críticos espanhóis para ouvirmos certas verdades?
Concordo com o Duarte, sobre a fraqueza que vai penetrando na nossa crítica gastronómica. Muitos "amigos", muito deslumbre, pouco mundo, pouca independência.
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De Miguel Pires a 26.04.2011 às 01:06

É sempre mais fácil falar de fora, é verdade. Quanto à afirmação que faz à 'nossa critica gastronómica', não me identifico com generalizações por isso não respondo. Como faço parte da classe (e deste blogue) se quiser apontar casos concretos meus terei todo o prazer em responder (e até em admitir alguma fraqueza). De resto dou o mesma valor que dou a outras generalizações do género - tipo: "os políticos são corruptos" ou "os advogados são uns vigaristas" - que é nenhum.

gostei de generalizações do género
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De António Moura a 26.04.2011 às 09:15

Vou citá-lo "À medida que em Portugal a crítica gastronómica séria vai diminuindo, análises como as de Maribona ganham cada vez maior relevância".
Penso que a minha "generalização" está ao nível do que o meu amigo escreveu.
Mas sem fugir ao assunto, julgo que hoje em dia, até devido à profusão de blogs e não só, qualquer pessoa pode passar a "crítico gastronómico" num ápice. Visita uns restaurantes, come à pala e escreve umas coisas. Depois, tiram umas fotos bonitas, escrevem umas coisas fantásticas sobre os restaurantes que vão conhecendo e quanto mais escrevem mais importância julgam ter.
Não pretendo de forma alguma atacar as boas críticas que sabem olhar para a realidade e nos ajudam a separar o trigo do joio e dessa forma fazer a nossa restauração evoluir. O meu amigo Duarte, faz parte deste último grupo.
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De Duarte Calvão a 26.04.2011 às 09:59

Caro António, é a segunda vez que me confunde com o Miguel...A generalização é minha e sustento-a: cada vez é mais difícil encontrar em Portugal críticas gastronómicas feitas com independência e um mínimo de conhecimento. Tanto mais que alguns "críticos" decidiram trocar o rigor e a boa escrita pelo "engraçadismo", creio que até com algum sucesso entre os leitores. É claro que para mim o Miguel Pires é dos poucos críticos que merece ser lido e que sei que trabalha com seriedade e conhecimento.

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