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Há quatro anos que o crítico espanhol Carlos Maribona, do jornal ABC e do influente blog Salsa de Chiles, acompanha a evolução de alguns dos mais conhecidos restaurantes de Lisboa. Mais uma vez esteve por cá por ocasião do Peixe em Lisboa e fez várias visitas a restaurantes, que descreve neste post. À medida que em Portugal a crítica gastronómica séria vai diminuindo, análises como as de Maribona ganham cada vez maior relevância.

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publicado às 14:55


1 comentário

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De vitor a 26.04.2011 às 19:26

Caros,

Pois eu não estou tão certo da nossa falta de críticos.
Sempre achei que não entendemos a nossa proporção das coisas. Somos muito mais pequenos, logo temos menos. De tudo! Restaurantes e críticos de restaurantes.
Temos menos e cada vez menos? Pois eu acho este blog uma amostra exactamente contrária. Lembro-me de há poucos anos (poucos) haverem duas ou três figuras que de um modo geral (tentando generalizar tudo o que é publico que alimenta os restaurantes) eram vistas como tal. O José Quitério e o (r.i.p.) Alfredo Saramago. Mais? Neste blog temos logo 3!! (e não vou dizer que são dos melhores, para não ser imparcial).
Posso estar muito longe da verdade, mas se estiver também há de estar grande parte do público. Hoje acredito que há mais e melhor crítica.
Havendo mais, também há pior, claro!
Não vou falar de seriedade. Também não entro em generalizações. Mas dos anos que levo nisto, nunca vi nada que pudesse apontar. Há quem diga que conhece alguem que sabe de outro alguem que viu, mas eu, por sorte ou azar, nunca vi... Quero acreditar que é sorte.
Quanto à critica especifica do post, estou também não muito de acordo. Claro que o Carlos Maribona é um excelente crítico. E isento. Mas não totalmente imparcial. Digo isto, pois me parece (pode parecer muito mal também, porque não conheço muito o seu trabalho) que tende para o muito actual modo espanhol de ver a cozinha (fiquei a pensar nisso no outro post do Capel...)

Passa-se exactamente o mesmo nos vinhos (como eu gosto de comparar os dois...).
Um crítico pode e deve visitar imensos produtores e adegas. E ser amigo de alguns deles (não é obrigado a ser nenhum bicho do mato), e como naturalmente se faz aos amigos, oferecerem-lhes garrafas de vinho. A mim oferecem-me! Eu acho que é natural.
Não fará dele um crítico corrupto, acredito.
Mas será sempre parcial para o tipo ou estilo de vinho que mais gostar.
E no modelo de vinhos "da moda" (não vou generalizar agora, fica para outro post), um vinho mais fino, elegante e menos "impressionante" (para mim quase sempre na negativa do que na positiva), fica a perder...
(já agora, viram o gráfico animado no Expresso desta semana, sobre ser um bom enólogo (quando na realidade deveriam querer dizer enófilo?), começa com a análise onde explicitamente um vinho mais rico é o mais opaco pela cor e viscoso no copo).

No texto do Carlos Maribona incide-se apenas naquele estilo, no que falta a Lisboa da tecno-cozinha. É justo, é. Mas imensa de outra. Que representa o melhor que Lisboa tem e que sempre representará.

Ou não?

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