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Há quatro anos que o crítico espanhol Carlos Maribona, do jornal ABC e do influente blog Salsa de Chiles, acompanha a evolução de alguns dos mais conhecidos restaurantes de Lisboa. Mais uma vez esteve por cá por ocasião do Peixe em Lisboa e fez várias visitas a restaurantes, que descreve neste post. À medida que em Portugal a crítica gastronómica séria vai diminuindo, análises como as de Maribona ganham cada vez maior relevância.

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publicado às 14:55


1 comentário

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De Duarte Calvão a 27.04.2011 às 12:34

Este post tem dado óptimos comentários, que nos fazem pensar sobre o tema. Como já ando há uns anos nisto, tenho que discordar do Vítor (claro!): já vi muita confusão entre informação e opinião, "críticos" a julgarem cozinhas sem saberem nada sobre o assunto. Outros que só sabem defender uma certa ideia de "cozinha portuguesa" (seria possível um crítico de artes plásticas que só falasse de pintores portugueses, um de música se sobre "música portuguesa", de cinema sobre filmes portugueses e por aí fora? E que nem soubesse nem se interessasse sobre o que se faz noutros países, principalmente os de referência em cada uma destas artes?). Outros que se fazem de convidados a restaurantes, e até aos hotéis onde eles às vezes estão, acenando com "críticas" publicitárias. Outros que não sabem sequer descrever o que comeram. Outros que não separam simpatias pessoais de avaliações profissionais e que não conseguem superar o medo de ter que dizer mal de alguma coisa, por pequena que seja. Outros que se embebedam à mesa e escrevem disparates. Outros que disfarçam a ignorância em comentários longuíssimos sobre a decoração ou uma frase infeliz de um empregado, e que se acham muito engraçados. Tudo isto, em vez de diminuir, está a crescer em Portugal e não tem nada a ver com o estilo de cada um, que deve ser naturalmente variado.
Uma palavra sobre Carlos Maribona . É verdade que ele, como todos os críticos espanhóis importantes que conheço, tem uma especial atenção à cozinha de vanguarda do seu país. Mas não acho que julgue tudo por essa bitola. Tem inúmeros textos elogiosos sobre bares de tapas, restaurantes tradicionais, cozinhas mais clássicas (basta dizer que um dos seus restaurantes preferidos em Madrid é o Sant Celoni , criado por Santi Santamaria , de quem era amigo e admirador). Aliás, é só ler o que ele escreveu nesta visita a Lisboa sobre o Mercado do Peixe ou a Cervejaria da Esquina, como já tinha escrito sobre o Ramiro, o Castro Elias ou, noutro estilo, sobre o Assinatura. Mas o mais importante é que as suas críticas, mais positivas ou mais negativas (como sobre o Tavares, que ainda não conheço nesta fase), são sempre bem fundamentadas. O que não quer dizer que eu esteja sempre de acordo com elas (como é, por exemplo, o caso da que fez em tempos ao Eleven ), mas reconheço-lhes sempre interesse e independência, algo cada vez mais raro de encontrar em Portugal.

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