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Há quatro anos que o crítico espanhol Carlos Maribona, do jornal ABC e do influente blog Salsa de Chiles, acompanha a evolução de alguns dos mais conhecidos restaurantes de Lisboa. Mais uma vez esteve por cá por ocasião do Peixe em Lisboa e fez várias visitas a restaurantes, que descreve neste post. À medida que em Portugal a crítica gastronómica séria vai diminuindo, análises como as de Maribona ganham cada vez maior relevância.

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publicado às 14:55


20 comentários

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De Miguel Pires a 27.04.2011 às 03:27

Peço desculpa pela resposta tardia mas a falta de tempo não me tem permitido dedicar à (boa) discussão que este post gerou.

Em relação às análises de Carlos Maribona considero-as importantes porque são feitas por alguém com uma visão de fora, experiente, grande conhecedor da matéria em geral e, como estrangeiro, com um conhecimento acima da média em relação à nossa gastronomia.

No entanto, como em parte já tinha referido Vitor , considero que Maribona , tal como Rafael García Santos (do Lo Mejor de La Gastronomia), embora com estilos diferentes, escrevem para um público mais especializado (no caso de Maribona refiro-me apenas aos seus escritos do seu blogue Salsa de Chiles , porque desconheço os seus textos para a rádio e para o jornal ABC ).

Isto vem a propósito da sua apreciação em relação ao Tavares nesta nova era de Aimé Barroyer . Quando Maribona refere uma comida tecnicamente perfeita mas barroca e com algumas conjugações disparatadas, fá-lo certamente por oposição a uma cozinha mais em voga actualmente (onde se inclui as tendências mais vanguardistas) como a espanhola. Isso mesmo vê-se também na apreciação à Fortaleza do Guincho e na forma como valorizou as ligações leves ( Platos académicos, con mucha técnica, pero aligerados al máximo”).
Apesar de gostar muito do que escreve, e de o ter como uma referência, sou mais influenciado pelas escolas inglesas (do Guardian ou do Times ) ou da americana (do New York Times ) e procuro escrever para um público interessado mas mais generalista - as publicações para onde faço critica gastronómica (o Diário Económico e Wine ) são de nicho mas não especificamente para gastrónomos. Gosto de identificar tendências e conceitos (quando é pertinente) e não as escondo as minhas preferências, mas não nego tendências menos actuais só porque não são as do momento. E, nesse sentido, não nego à partida uma cozinha só por ser barroca.

Já comi pratos de Aimé Barroyer (nos tempos do Vale Flor) em que as conjugações me mereceram desconfiança e que acabaram por funcionar surpreendentemente bem, como um peixe espada com queijo da serra (se não estou em erro) ou uma de mousse de caramelo com foie (como prato salgado). É claro que apanhei também outras que não gostei ou que achei disparatadas (do mesmo modo que não gostei de um caramelo dentro de um osso de tutano, ainda a saber a este, que me serviram no Noma , com o café (verdadeiramente d-i-s-g-u-s-t-i-n-g !).

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