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Depois de passar por vários restaurantes de prestígio, em Portugal e Espanha, o chef Manuel Lino sentiu que precisava de ter liberdade criativa e de se comprometer num lugar próprio onde pudesse ter uma linguagem mais pessoal. Assim nasceu o Trio, um espaço sóbrio com um toque distinto, próximo do Parque Eduardo VII, em Lisboa. “Não foi um desejo empresarial, se não tinha aberto um sítio com outras características”, conta-nos. “Foi um passo arriscado mas queria ter um discurso próprio.”

 

E como define o chef a sua cozinha? “É complicado para mim defini-la. É uma cozinha muito pessoal. Sou daqui, sou português, mas também estive fora. E a cozinha remete para as minhas origens mas também para influências do exterior.” Um bom exemplo disso é o brioche cozido ao vapor (como um bao chinês) recheado com alheira e maçã com que os clientes são brindados no início da refeição. Entre o conjunto de boas propostas que se podem encontrar no Trio há também uma beringela assada, gema curada e salada de ervas ou uma corvina com couve e mousse de sardinha. Os empratamentos primam por uma certa simplicidade. Porém, há muita elaboração por detrás de cada proposta que não está à vista do cliente. “É uma cozinha de produto em que tentamos não o manipular muito, mas não deixa de ser, também, uma cozinha comprometida com a criatividade”, conta.

 

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Beringela, foto de Humberto Mouco, retirada da página do Facebook do restaurante 

chef português confessa que se pudesse abolia a carta e funcionariam apenas com menu de degustação. Mas este não é o momento. O restaurante abriu em Junho e os primeiros meses não têm sido fáceis. Aliás, segundo as suas próprias palavras, estes tempos iniciais têm sido “duros, muito duros”. Manuel Lino confessa mesmo, com uma franqueza rara no meio, que têm tido poucos clientes. O que o deixa feliz é que “quem vem gosta muito”. “Sentimos que nos falta divulgação, mas sabemos que fazemos um bom trabalho. Mudar a direcção seria o fácil, mas não quero ir por esse caminho.” 

 

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publicado às 12:05


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