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Quando, há cerca de dois anos, propuseram a Kiko Martins ficar com o local onde funcionou a Casa Varela (uma antiga loja de materiais de pintura), o chef d’O Talho e d’A Cevicheria não escondeu a satisfação. “Gostei muito do espaço e quando trouxe aqui o meu irmão [responsável pela arquitectura de interiores] ele passou-se com o lugar.” A ambos impressionou-lhes a dimensão e o facto de ficar meio escondido em pleno Príncipe Real. Fechado o negócio, Kiko Martins começou a pensar no conceito e ocorreu-lhe a ideia de fazer um restaurante asiático. Enquanto chef de cozinha, o português nunca escondeu que pretende continuar a trazer “o mundo a Portugal”, como nos projectos anteriores, e impor um cunho pessoal influenciado pelas suas viagens.

 

 

Ora, a gastronomia oriental sempre foi uma das suas preferidas, e como, no seu entender, “não havia um restaurante asiático à séria em Lisboa”, acabou por se focar nessa área geográfica de gastronomia tão rica.

 

O Asiático é um restaurante e também um bar, mas poderia ser igualmente um clube. Logo no hall de entrada, destacam-se uma série de candeeiros de bambu (que na verdade são gaiolas das Filipinas) e as fotos que preenchem as paredes foram tiradas por Kiko nas suas viagens pela Ásia. Quando chega, o cliente é encaminhado ao bar, no piso superior, enquanto aguarda por mesa. Pode-se jantar nesta parte ou apenas tomar uma bebida e observar dali, dado que é um mezanino, a amplitude do espaço e os detalhes da decoração elegante, mas informal. A verdade é que ainda não levámos o garfo (ou os pauzinhos) à boca e o lugar já soma pontos.

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Borrego, cenouras confitadas, achar de kumquat e especiarias

 

Em termos de comida, a carta d’O Asiático conta com 13 pratos e quatro sobremesas de autor inspiradas nos sabores e no receituário de países da região. São propostas pensadas para partilhar e por isso aconselha-se a pedir três a quatro. Nestes primeiros dias, os bestsellers têm sido o pho de rabo de boi e wagyu, e o mix de crepes chineses. Porém, o polvo servido num pequeno fogareiro japonês, o pregado bak kwa, ou o borrego indiano com cenouras confitadas não lhe ficam atrás. E atenção às sobremesas, especialmente ao arroz doce sticky vietnamita. Em termos de bebidas, embora os espumantes e certos vinhos brancos, ou ainda a cerveja, acompanhem bem maior parte dos pratos, a sangria do Asiático, com saké, espumante, shochu,lima kaffir e gengibre é a aposta do chefe.

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Pho de rabo de boi e wagyu

 

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Contactos: Rua da Rosa, 317, Lisboa. Tel: 211 319 369. Preço médio: 35€. Não encerra

 

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Texto publicado originalmente como parte de um artigo mais extenso na revista Fugas Especial Gastronomia, do Público, em 29 de Outubro.

 

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publicado às 11:11


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