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Posso estar a ser injusta, mas não me lembro de alguma vez ter ido a um restaurante e ter visto na carta uma sobremesa criada especificamente para diabéticos. Uma sobremesa que pudesse ser consumida por estes sem problemas para a saúde e para a consciência.

Tendo em conta que 6,4% da população adulta do mundo sofre de diabetes, dá que pensar… Como é que a restauração pode “esquecer-se” de 6,4%  da população?

 

Isto acaba por se estender de certa forma à indústria, se bem que aí as coisas sejam já diferentes nalgumas áreas. Mas só nalgumas… É incrível como grande parte das maiores marcas de chocolate ou gelados não tem esses produtos para diabéticos!

 

E falo dos diabéticos, porque é uma doença muito comum. Quem é que não tem amigos ou familiares que sofrem de diabetes? Quase todos temos… Mas há os doentes celíacos, os que têm intolerância à lactose, os que sofrem de outras intolerâncias ou alergias alimentares. Não há nada específico para eles. Por vezes a vida pode ser quase impossível... Por vezes nem precisa de haver coisas específicas, bastava apenas que no menu fossem identificados os pratos que podem comer (como nalguns, raros, casos já acontece).

 

Já agora, podemos estender isto a pessoas que por opção decidem, por exemplo, ser vegetarianos. A restauração em geral prefere ignorá-los… Ou preparar umas coisas, se pedirem... Não se justificaria que os pratos fossem tão pensados como os outros e que tivessem por onde optar?

 

Não é fácil lidar com tudo isto. E não há razão para a generalidade dos cozinheiros saber mais do que a população em geral, e todos sabemos muito pouco. Mas há formas de o fazer de uma forma séria, porque com a saúde das pessoas não se brinca. Há a quem recorrer se assim se desejar.

 

Esta época de crise não será um bom momento para a restauração começar a reflectir sobre formas de considerar uma percentagem muito grande da população que têm optado por ignorar? 

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publicado às 21:34


1 comentário

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De Jakub a 19.12.2011 às 16:57

Não acham que o estabelecimento que aderisse a tal sugestão de criar carta com pratos adequados a portadores de algumas doenças / alergias tornaria-se logo "restaurante para doentes" na opinião da grande parte da população? As pessoas que não lidam com estas doenças não sabem nada delas. E ao ouvir o nome da doença celíaca por exemplo, fugiam com medo de serem contagiadas.

Outro problema, é a confiança de clientes no estabelecimento. Portadores de doenças/intolerâncias/alergias sabem que basta um pequeno pedaço de produto nocivo no prato, e o ataque epiléptico pode vir. Produto nocivo aqui não é nenhuma substancia rara nem tóxica, basta um pequeno pedaço de noz (exemplo) que é perfeitamente comum nas cozinhas. Basta que alguém da cozinha se distraia e não segue procedimento restritivo de preparação do alimento...
Daí portadores destas doenças são habituados a cozinharem tudo sozinhos, pois só assim ganham a garantia de segurança alimentar.

Cumprimentos
J

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