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Bertílio Gomes está prudente, declarando que “ainda há muita coisa para afinar”, mas quem quiser pode ir já à Rua dos Caminhos de Ferro, 98 A, mesmo ao lado da estação de Santa Apolónia, a poucas portas do conhecido restaurante Maçã Verde, para conhecer os pratos algarvios que se servem no Albricoque (como é conhecido o damasco no Algarve, palavra, segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado, via Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, que tem origem no árabe “al-birqoq”). “Nasci no Pinhal Novo, na Margem Sul, mas os meus pais são do Algarve e é a região com que mais me identifico”, declarou o chefe ao Mesa Marcada, garantindo que se mantém tudo como dantes ali bem perto, no Chapitô à Mesa, o restaurante que dirige há sete anos na costa do Castelo. “Diria que, mais do que algarvia, é uma cozinha mediterrânica, do Sul, simples, descontraída, para partilhar, onde privilegio os produtos da época – o menu muda semanalmente – sobretudo os vegetais”, explica Bertílio Gomes.

 

Já há algum tempo que o chefe, de 43 anos, pensava em abrir um espaço com este conceito e a oportunidade surgiu um pouco por acaso, quando procurava um lugar para uma gelataria, já que, com a sua mulher, também tem uma empresa com essa especialidade, a Ice Gourmet, que possui um estabelecimento em Lisboa, nos jardins da Fundação Gulbenkian. “Encontrámos o espaço para a gelataria, que fica mesmo ao lado do restaurante, só que quando vi este outro espaço disponível decidi avançar com o Albricoque”, conta. E o facto é que o restaurante acabou por abrir primeiro do que a gelataria, que também está para breve. O local já teve vários outros inquilinos do ramo, tendo sido originalmente uma casa de pasto, inaugurada em 1905.

 

Nestes primeiros tempos de abertura, há um menu de quatro pratos por 25 euros, e podem-se provar produtos da época, como as favinhas cozidas só com toucinho, os chocos guisados com ervilhas, a abrótea arrepiada, a galinha cerejada, o rabo de boi com grão ou ainda o almece de ovelha com mel e pinhões. À frente da casa ficará Bruno Salvado, que trabalha com Bertílio Gomes há 13 anos, desde os tempos do antigo Vírgula. Já o chefe irá dividindo-se entre o Chapitô e o Albricoque, colina acima, colina abaixo. O restaurante (na foto) tem 60 lugares, mais 20 de esplanada, e fica aberto todos os dias, sem interrupções, entre as 12h e as 23h. Ao domingo, não serve jantares, fecha segunda-feira todo o dia e terça-feira não serve almoços. Tel. 218 861 182.

 

 

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publicado às 18:13



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