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Num momento em que muitos restaurantes portugueses e espanhóis lutam pela sobrevivência, haverá assuntos mais importantes a ter em conta, mas a verdade é que quando tudo parece estar em causa é bom saber que certas referências se mantêm. E uma delas, para o mundo da restauração, é sem dúvida o centenário Guia Michelin, que, conforme assegurou ao Mesa Marcada o responsável pela Comunicação para Portugal e Espanha, Ángel Pardo, anunciará a 30 de Novembro, em cidade ibérica ainda a determinar, a sua edição relativa a 2021.

 

 

Ele não esconde que o encerramento obrigatório dos restaurantes trouxe problemas, tanto mais que coincidiu com a saída da Directora Comercial dos guias ibéricos, Mayte Carreño, que ainda não tem substituto designado, mas apresenta razões para estar tranquilo.  “Ainda antes do encerramento dos restaurantes em Portugal e Espanha, até à primeira semana de Março, os inspectores fizeram as suas visitas, que, aliás, tinham começado na primeira quinzena de Setembro de 2019. Na verdade, eles têm cerca de 60% do trabalho feito, o que é uma boa base para quando se retomarem as visitas, quando os restaurantes voltarem a abrir”, adianta Ángel Pardo.

 

Mas haverá tempo para essas visitas? O mesmo responsável da Michelin garante que sim: “Os nossos inspectores estão prontos a trabalhar nos seus períodos de férias, sete dias por semana se for preciso, e as visitas, que costumam terminar no final de Julho, deverão prolongar-se para além dessa data. Além disso, temos sempre respaldo internacional. Os inspectores de certos países onde o trabalho já esteja o concluído - como será o caso da Alemanha, por exemplo - poderão vir dar uma ajuda, se for necessário”. Aliás, a data de publicação do guia foi adiada em cerca de um mês, já que costuma ser entre finais de Outubro e início de Novembro, e Ángel Pardo afirma que, se não puder ser de outra maneira, será de novo adiada por mais umas semanas.

 

Outra questão será que restaurantes vão os inspectores encontrar quando a normalidade voltar. Não só porque alguns poderão vir a encerrar definitivamente, mas também porque poderão reabrir com outro tipo de oferta, que julguem mais adequada à crise económica que se prevê. Ángel Pardo diz que a situação - que em Espanha é nesse aspecto muito semelhante à de Portugal - está prevista e mesmo aqueles restaurantes que já foram visitados  serão avaliados de novo para verificar se houve alterações.

 

“O mais importante é que, quando se der a reabertura dos restaurantes, todos nós os apoiemos, frequentando-os, voltando a passar lá os bons momentos que lhes devemos. E os nossos inspectores vão ser sem dúvida dos primeiros clientes a voltar...”, aassegura Ángel Pardo.

 

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publicado às 09:51


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