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 "Sou muito séria em relação ao que faço, mas não levo a sério o que faço. E porque deveria? Por muito que trabalhe nos meus pratos, poucas horas depois de serem servidos eles irão pela sanita abaixo, seguidos de 20 cêntimos em Charmin Ultra (papel higiénico)".

 

Esta afirmação é de Amanda Cohen do restaurante Dirty Candy (Nova Iorque), num artigo que assina no Eater.Com, em que faz uma reflexão sobre toda a glamourização em volta dos chefes - isto a propósito de uma reportagem do New York Times sobre um "chef" de 15 anos.

 

Não concordo com muito do que escreve, a começar por esta transcrição, que, obviamente, é mais uma chamada de atenção do que uma afirmação para ser levada à letra.

 

Acredito nos chefes com uma agenda e um activismo em prol de certos valores e identifico-me, sem radicalismos, com causas como a defesa dos pequenos produtores, dos produtos bio, dos produtos autóctones, das tradições (quando fazem sentido, porque há algumas que não fazem), etc. Porém, na verdade, vejo muita fantochada pelo meio. Pior, vejo chefes com a cabeça baralhada porque sentem a pressão de incorporarem causas quando, no fundo, lhes apetece continuar a conduzir em direcção ao Makro, ou ao MARL, em vez da Quinta do Poial. E não vejo mal nenhum nisso, ou no equilíbrio entre os dois modelos, consoante o tipo de restaurante que têm. Só não me venham é com histórias da avozinha, ou chorar flor de sal com um balde de sal refinado à frente. É que quando isso acontece custa-me levá-los a sério. 

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publicado às 13:25


1 comentário

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De jp a 13.04.2014 às 06:50

oui, tu as bien raison.
"bio" "produtos autóctones" "tradições" sont des notions largement vides de sens.
le Bio admet des produits des traitements presque tous non controlés, "produtos autóctones" ne veut rien dire sous notre climat ou 99% de nos plantes domestiquées viennent d'ailleurs, et "tradições" cache la plupart du temps "ignorance".
En revanche, "fraicheur" et "juste maturité", culture de plantes bien adaptées au climat et au sol, sélection de plantes résistantes aux maladies, ne consommer que des plantes dans leur saison de maturité, celà a un sens... et un gout

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