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Fica no piso térreo do polémico novo arranha-céus na Av. Fontes Pereira de Melo,  em Lisboa, e, além do recém-aberto restaurante japonês Kai, tem um café Simpli com esplanada e virá a ter – até ao fim do ano, se tudo correr bem – uma loja Casa Gourmet. Estes espaços são uma iniciativa de três sócios: o empresário Miguel Moreira, o proprietário e “mentor” da cozinha do lendário restaurante S. Gião (Moreira de Cónegos), Pedro Nunes, e do responsável pelos cafés Simpli (já presente na Rua Braamcamp, em Lisboa), Mário Cajada.

 

 

Miguel Moreira já era sócio de Pedro Nunes na Casa Gourmet original, em Guimarães, e o novo empreendimento nasceu da vontade de se estabelecerem também em Lisboa. “Inicialmente, andávamos só à procura de um lugar para uma loja Casa Gourmet, mas, entretanto, associamo-nos ao Mário Cajada e, quando vimos este espaço na zona do Saldanha achámos que poderíamos tirar mais partido dele. O resultado foi que conseguimos abrir primeiro o restaurante e o café e a loja acabou por ficar para último...”, explica Miguel Moreira ao Mesa Marcada.

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A opção pela cozinha japonesa não nasceu do aproveitamento da gama da Casa Gourmet, loja e distribuidora de âmbito nacional, mais voltada para fumados próprios (como salmão ou pato) e de vários pratos pré-preparados também de confecção própria e ainda de muitos vinhos, sobretudo champagnes. “Somos grandes apreciadores de cozinha japonesa e, apesar de em Lisboa já existirem muitos restaurantes deste tipo, achámos que só em dois ou três casos é que ela é bem praticada. Ou seja, pareceu-nos que havia espaço para um restaurante japonês mais direcionado para a qualidade e a autenticidade”, afirma Miguel Moreira.

 

Encontrar em Portugal cozinheiros que pudessem fazer o que eles pretendiam revelou-se difícil e, a conselho de um amigo, Miguel Moreira e Mário Cajada viajaram para o Dubai, onde, segundo lhes disseram, haveria muitos profissionais interessados em vir trabalhar para a Europa. “Andámos por lá durante quatro dias, a almoçar e a jantar duas vezes em restaurantes japoneses e não encontrávamos nada que nos deixasse satisfeitos. Na última noite, algo desesperados, quando já tínhamos voo de regresso marcado para as 4h da manhã, o nosso amigo lembrou-se que ainda faltava ir a um restaurante, o Morimoto, que tem estabelecimentos em Tóquio, Nova Iorque, Las Vegas e outras cidades americanas... Jantámos às 22.30h e estava tudo fantástico. Falámos com os cozinheiros da hipótese de virem para Lisboa e o subchefe, um americano de origem coreana de 28 anos de idade, Henry Park, ficou logo interessado. Adiámos o voo e no dia seguinte reunimos com ele e mais um elemento da equipa que também ficou interessado e fechámos os termos do contrato”, conta Miguel Moreira.

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Quando voltaram ao Dubai, dois meses depois, para falarem do novo projecto lisboeta, Henry Park disse-lhes que também o responsável pela pastelaria, um sul-africano, e a chefe de sala espanhola e ainda mais um elemento da sala também estavam interessados em ir para Lisboa. “O resultado é que no Kai ficámos com uma equipa de cozinha e chefia de sala totalmente estrangeira”, diz Miguel Moreira, que elogia o espírito destes profissionais, que aceitaram arriscar num projecto e numa cidade que nenhum sequer conhecia. “Acho que ficaram satisfeitos com a mudança para Lisboa, estão a gostar e impressionados com a qualidade dos nossos peixes e legumes, embora haja outros ingredientes, como arroz, wasabi fresco ou vinagre de arroz, por exemplo, onde estão com mais dificuldades”.

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Com 20 lugares ao balcão e mais 16 espalhados por mesas, o Kai tem ao almoço um menu executivo simples por 25 euros, embora também se possa pedir à la carte. Ao jantar, uma refeição, com vinhos incluídos, rondará os 45/50 euros por pessoa. Todas as noites há também oito lugares reservados para quem quiser um menu surpresa preparado por Henry Park. Miguel Moreira salienta a boa variedade das bebidas, incluindo sakés (uma prima japonesa do empresário tem dado uma boa ajuda nesta área e também noutros aspectos do Kai), assim como as sobremesas, geralmente um ponto que falha nos restaurantes nipónicos. “Acho que nos vamos conseguir diferenciar da oferta já existente na cidade. Deu muito trabalho, foi muito acidentado e tivemos que ir longe para conseguirmos o que queríamos, mas creio que valeu a pena”, conclui Miguel Moreira.

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Kai

Morada: Av. Fontes Pereira de Melo, 41, Lisboa

Tel.: 213 521 113

Horários: Aberto ao almoço e jantar. Fecha ao domingo

 

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publicado às 14:18


1 comentário

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De Artur Hermenegildo a 14.10.2019 às 15:35

Já fui comer o menu de almoço e é de muito boa qualidade e relação qualidade-preço.

A sopa miso foi talvez a melhor que já comi, pela qualidade e complexidade do caldo, mas tudo estava muito bom.

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