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Desta vez não se trata de um chefe de cozinha famoso a tentar livrar-se das estrelas Michelin acumuladas sucessivamente durante anos, mas sim de uma estreante. A história vem no Eater.Com e é contada por Rafael Tonon.

 

Pela primeira vez, depois de muita insistência do gabinete de turismo da Tailândia, a Michelin passou a incluir no seu portfólio de guias um sobre Banguecoque. O resultados foram algo modestos, comparado com o que tem acontecido em outras paragens do Oriente e tendo em conta que se trata de uma cidade com 8 milhões de habitantes e um dos maiores destinos turísticos do mundo. Houve apenas 3 restaurantes com duas estrelas (entre eles o famoso Gaggan) e 14 com uma. Porém, tal como tinha acontecido em Singapura e em Hong Kong, houve um espaço de “street food” entre os galardoados com uma estrela, a popular casa Raan Jay Fai, que serve sobretudo omeletas de caranguejo e caris, na zona antiga da cidade.

 

Desde o anuncio, que o local passou a despertar as atenções de muitos turistas, foodies e até das autoridades fiscais, conta o jornalista. Ainda que tenha aumentado exponencialmente a procura, “muitas pessoas vêm aqui só para ver e tirar fotografias e não necessariamente para comer”, queixa-se a chefe e proprietária Supinya Junsuta, que entretanto passou a ser conhecida pelo nome do restaurante.

 

Sem nunca desviar o olhar da wok, que comanda sempre com uns óculos de neve colocados, para evitar queimaduras, Jai Fai afirma ao jornalista que se pudesse devolvia de imediato o galardão.

A cozinheira - cujo o restaurante sempre foi mais caro do que os seus semelhantes por não prescindir de usar produtos de qualidade - lamenta ainda que muitos dos novos clientes chegam com expectativas elevadas e em busca dos “standards” alusivos à estrela e que só nas vezes seguintes é que lhe perguntando pelos pratos favoritos da casa, como fazem habitualmente os clientes habituais.

 

“Antes ou depois da Michelin, nós vemo-nos da mesma maneira, mesmo que outros olhe para nós como um restaurante com uma estrela Michelin. Diariamente, quando um cliente se dirige a nós e nos diz que adorou a nossa comida, aí sim, é que nos sentimos recompensados com um milhão de estrelas”, refere ainda Jay Fai, segundo o jornalista.

 

E é assim, uns pelam-se para tê-las, outros parecem querer nem vê-las. Como cantava o Rui Veloso, “Já nããão há estrelas no céu”.

 

Foto: Rafael Tonon/Eater.com

 

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publicado às 17:56


2 comentários

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De João Saraiva a 11.01.2018 às 13:08

Não se percebe a mania deste blog de estar sempre a criticar o Guia Michelin. É bom apontar coisas más, porém estar sempre a criticar parece ter segundas intenções.

Há razões para o fazerem?
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De Miguel Pires a 11.01.2018 às 15:38

Quando temos de elogiar, elogiamos - e nós fazemo-lo com frequência. E quando tempos que malhar, malhamos. Curiosamente, este caso não é uma coisa nem outra mas sim o registo de um facto. Apenas recorri a um título irónico. Um pouco de senso de humor, não ficava mal.


De resto isto é um blogue com opiniões pessoais e não há aqui agenda nenhuma. Porém, nenhum de nós pode controlar a forma como cada um resolve interpretar as nossas ações.

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